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Mesmo com grande prazo para declarar o imposto de renda o brasileiro tem na sua cultura a velha forma de se preocupar apenas nas últimas horas. A rotina dos atrasos é tanta que a Receita Federal deixa uma lacuna apenas para as pessoas que entregarão após o prazo.

No ano de 2016, a receita federal teve um balanço com mais de 200 mil contribuintes que tiveram atraso nas suas declarações e pagaram multa. Esta “nova chance” já está acontecendo com a repatriação, que ainda não teve grande entusiasmo dos brasileiros nesta segunda rodada para regularização dos recursos. “Temos diversos clientes que perderam o prazo na primeira rodada, ficaram desesperados, porém, ainda nem se manifestaram. A maioria dos nossos clientes regularizará, mas não repatriará o dinheiro. Eles acreditam que é melhor estar em consonância com a legislação, porém, ainda acreditam que deixar os recursos em outros países ainda é mais seguro”, explica Fernando Bergallo, Diretor de Câmbio da FB Capital. Esperar até os últimos três ou quatro dias não é uma atitude positiva para quem deseja regular o seu capital. O diretor de câmbio comenta que por causa das investigações políticas, os bancos estão fazendo uma checagem do dinheiro rigorosa e alguns documentos podem demorar para serem aprovados. “A ordem de pagamento pode não chegar a tempo, pois os bancos demoram até 10 dias para processar o documento. Após a lava-jato está ocorrendo uma checagem depois das delações, pois os bancos estão querendo saber se estas quantias são ilegais ou não”, diz o diretor de câmbio da FB Capital.

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A nova lei inclui que podem ser regularizados ativos não declarados (evasão e sonegação) no imposto de renda, porém, com origem lícita. Entretanto, outros crimes não estão cobertos. “O brasileiro precisa preencher a DECART (Declaração de Regularização Cambial e Tributária) e assinar que está ciente que se no futuro for descoberto que a origem dos recursos é fruto de outros crimes, como tráfico e contrabando automaticamente o benefício é suspenso e este responderá na justiça”, ressalta. Países como Itália e Turquia fizeram legislações semelhantes e conseguiram regularizar US$ 100 bilhões e US$ 40 bilhões, respectivamente.

No Brasil, a RF calculou mais de R$ 50,9 milhões, valor acima da meta estipulada pelo ministério da Fazenda. Nesta segunda rodada a expectativa é de uma arrecadação maior. “Existia uma pequena dúvida de alguns clientes se realmente era seguro fazer o dinheiro ser regularizado ou se não teria alguma tributação que fosse cobrada além do que era esperado, mas como a adesão foi grande e teve um enorme sucesso com a arrecadação para o governo, até ultrapassando a meta, a consulta e procura dos clientes tem sido maior do que ocorreu na última vez”, ressalta Bergallo

Quando o prazo chegou ao fim, uma maioria que não se programou perdeu a chance de ter seus recursos regularizados. A proposta do governo nesta segunda rodada é destas pessoas, mais atrasadas, que não perca a oportunidade. “Tivemos clientes que ficaram irritados pelo prazo ter chegado ao fim. Aproximadamente 30% dos interessados perderam o prazo da repatriação, porque buscaram se regularizar apenas nos últimos dias e com este segundo turno eles se programaram com antecedência para não ficarem fora do prazo”, conta Fernando Bergallo.

O número também é alto quando está em analise os brasileiros que ainda não sabem se podem ou não aderir e qual a forma de pagar as multas. “Muitos clientes chegaram sem documentos importantíssimos e perderam o prazo, alguns nem precisavam aderir e estavam querendo, é algo que faltou mais informação. Poucos sabem que a repatriação não é obrigatória e deve ocorrer por meio de um banco e é possível pagar a multa da regularização com o dinheiro que está no processo. É uma facilidade que quase não é vista sendo divulgada”, finaliza Bergallo.


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