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Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

Por Lisandra Paraguassu
LIMA, 12 Abr (Reuters) – O governo brasileiro reforçou ao
secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, em
encontro em Lima nesta quinta-feira, que não há risco de
triangulação de aço chinês pelo Brasil, e retomou a pressão para
que o Brasil seja isentado permanentemente das tarifas sobre o
aço e o alumínio, disse à Reuters uma fonte que participou da
reunião.
No encontro entre o ministro das Relações Exteriores,
Aloysio Nunes, e Ross, não foram tratadas de questões técnicas.
Segundo fontes presentes, foi mais uma aproximação política para
fazer lobby pelo caso brasileiro.
"Mostramos novamente todos os nossos pontos. No aço, o
Brasil é parte da cadeia americana e no alumínio, nós importamos
mais que exportamos”, disse a fonte.
Os EUA adotaram no mês passado passado tarifas de 25 por
cento sobre as importações de aço e de 10 por cento do alumínio,
mas isentaram temporariamente o Brasil e outros países, para
negociar a isenção permanente.
Ross, de acordo com a fonte, insistiu que o governo
brasileiro incentive as empresas norte-americanas que importam
aço do Brasil a iniciarem os procedimentos para pedir a isenção
tarifária. Segundo ele, mesmo sendo um processo demorado,
auxilia na negociação e, as empresas que forem taxadas podem ser
ressarcidas posteriormente.
Nesse momento, depois de abrir negociações com o governo
norte-americano, o aço brasileiro não está sendo taxado. A
manutenção dessa condição depende da negociação.
Segundo a fonte, houve duas conversas até agora sobre essa
questão e elas têm se concentrado na questão tarifária do aço e
alumínio, não incluindo outros temas.


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