Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

SÃO PAULO, 14 Mai (Reuters) – Os embarques de suco de
laranja do Brasil, maior exportador global da commodity,
cresceram 30 por cento no acumulado da atual safra 2017/18 até
abril, puxados pela recuperação de safra e pelas compras dos
Estados Unidos, cuja oferta doméstica está mais restrita,
informou nesta segunda-feira a CitrusBR.
De acordo com a associação que reúne os exportadores, o
Brasil vendeu entre julho e abril 941,4 mil toneladas de suco de
laranja concentrado, congelado equivalente a 66 graus brix (FCOJ
equivalente), ante 723,1 mil toneladas em igual período do ciclo
anterior.
Em faturamento, as exportações somaram 1,716 bilhão de
dólares, crescimento de 31 por cento.
Conforme a CitrusBR, esse desempenho deve-se em "boa parte"
aos Estados Unidos, cuja produção menor na Flórida obrigou o
país a importar mais. No acumulado da temporada, os
norte-americanos já compraram 256,2 mil toneladas de FCOJ (alta
de 69 por cento), um recorde para esse período de dez meses.
Para a União Europeia (UE), principal mercado para as
exportações de suco de laranja brasileiro, a demanda até agora
foi de 558,7 mil toneladas, 22 por cento acima das 458,9 mil
toneladas embarcadas em igual momento do ano passado.
Quanto ao Japão, principal destino da Ásia, as vendas somam
até agora 40,6 mil toneladas (alta de 41 por cento). Para a
China, as exportações avançaram 19 por cento, para 30,1 mil
toneladas.
De acordo com o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba
Netto, o ritmo nas exportações brasileiras também reflete uma
base de comparação baixa, uma vez que houve restrição de oferta
na temporada anterior.
"A baixa na produção durante a safra 2016/2017, uma das
menores da história continua, sem dúvida, influenciando no ritmo
de alta da safra corrente", destacou, em comunicado.
O ciclo 2016/17 foi afetado por problemas climáticos, de
modo que a produção na atual temporada cresceu mais de 60 por
cento.
O efeito da restrição de oferta da safra passada nas
exportações atuais pode ser notado quando se compara os números
com duas safras anteriores (2015/16), antes dos problemas
derivados da pouco oferta de fruta, destacou a associação.
Nesse comparativo, o aumento no período é de apenas 3 por
cento.
"Essa análise nos sugere que a alta nas exportações, mesmo
sendo uma boa notícia para setor, precisa ser olhada com
cautela", ponderou Netto.

(Por José Roberto Gomes; Edição de Luciano Costa)
(([email protected]; 55 11 5644 7762; Reuters
Messaging: [email protected]))

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

Assuntos desta notícia

Join the Conversation