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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Roberto Samora
SÃO PAULO, 12 Abr (Reuters) – As exportações de suco de
laranja do Brasil, o maior exportador da commodity, deverão
crescer mais de 20 por cento na temporada 2017/18 (julho/junho),
na comparação com a safra anterior fortemente afetada por
problemas climáticos nos laranjais, previu nesta quinta-feira a
CitrusBR, associação que reúne os exportadores.
No acumulado da temporada 2017/18 até março, as exportações
estão em ritmo forte, totalizando 855,8 mil toneladas de suco de
laranja concentrado, congelado equivalente a 66 graus brix (FCOJ
equivalente), desempenho 29 por cento acima do mesmo período do
ano passado, informou a associação nesta quinta-feira.
"Levando em consideração os nove primeiros meses de
exportação, tudo indica que o fechamento deve ser bastante
positivo em relação ao ano anterior, em que a restrição na
oferta de fruta foi determinante para o fraco desempenho", disse
o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, à Reuters.
"Não é possível fazer uma estimativa precisa, mas algo acima
de 1,1 milhão de toneladas parece bastante plausível",
acrescentou ele sobre o desempenho esperado para o ciclo
fechado.
A exportação da temporada passada foi a mais baixa da série
histórica, somando menos de 900 mil toneladas.
Nos nove primeiros meses da safra, o valor das exportações
brasileiras apresenta alta de cerca de 30 por cento, para 1,556
bilhão de dólares, segundo dados do governo compilados pela
associação.
Principal mercado para as exportações do suco de laranja
brasileiro, a União Europeia demandou até agora no ano comercial
512,9 mil toneladas, alta de 20 por cento ante o mesmo período
de 2016/17.
Com oferta reduzida por conta do furacão Irma, que afetou
fortemente a produção da Flórida, os Estados Unidos seguem a
puxar a expansão com 226,6 mil toneladas de suco na safra
corrente, um crescimento de 62 por cento na mesma comparação.
"É inegável que o efeito do Furacão Irma sobre a produção da
Flórida favoreceu a exportação brasileira", ressaltou Netto.
Para o Japão, principal destino da Ásia, o crescimento nos
embarques chegou a 82 por cento, para 37,7 mil toneladas.
De acordo com o diretor-executivo da CitrusBR, a melhora das
exportações representa a volta de uma relativa normalidade após
um ano muito difícil.
"A safra passada, a 2016/17, uma das menores da história,
produziu uma quantidade muito pequena de suco, o que afetou a
oferta, então a comparação com o período anterior pode
apresentar algumas distorções", disse.

CAUTELA
Segundo ele, ao se comparar a safra corrente (2017/18) com
duas safras atrás (2015/16), portanto antes dos problemas
derivados da pouca oferta de laranja, o aumento no acumulado da
safra é de apenas 4,5 por cento.
Nesse sentido, Estados Unidos e Europa mostram direções
opostas. "Quando comparamos o volume embarcado para os Estados
Unidos na safra atual com a safra retrasada o aumento é de 60
por cento, mas quando comparamos os embarques para a Europa a
queda é de 11,2 por cento", notou.
Enquanto o mercado norte-americano propiciou um aumento de
85.057 toneladas na comparação entre as duas safras, a Europa
diminuiu a demanda em 65.106 toneladas.
"Isso mostra que apesar do bom resultado deste ano, que deve
ser comemorado, não podemos pensar que todos os problemas estão
resolvidos porque a pressão sobre a demanda de suco ainda é um
problema grave e que precisamos continuar a enfrentar", comentou
ele, em comunicado.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

(Por Roberto Samora; edição de José Roberto Gomes)
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