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SÃO PAULO, 8 Jun (Reuters) – O Brasil crescerá menos, e
abaixo de 2 por cento, neste ano devido à greve dos
caminhoneiros que afetou o abastecimento em todo o país, ao
mesmo tempo em que também piorou o quadro fiscal, segundo
relatório do banco Itaú divulgado nesta sexta-feira.
Agora, a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto
(PIB) do país para este ano está em 1,7 por cento, contra 2 por
cento antes, e em 2,5 por cento para 2019, frente a 2,8 por
cento.
"A revisão (do cenário econômico) considera o aperto recente
das condições financeiras e algum impacto das paralisações no
crescimento de 2018, via oferta (-0,1 ponto percentual) e via
demanda (-0,1 p.p.)", escreveu em nota o economista-chefe do
banco, Mario Mesquita.
A greve dos caminhoneiros contra os elevados preços do
diesel durou mais de 10 dias e praticamente parou o país,
afetando o abastecimento e a produção. O governo acabou cedendo
ao pleito da categoria e anunciou medidas para reduzir o preço
do combustível, com custo fiscal de 13,5 bilhões de reais, entre
subsídios e renúncia tributária.
Segundo Mesquita, esse cenário também afeta a confiança dos
agentes econômicos, efeito que deverá ser sentido nos próximos
meses. "As concessões feitas pelo governo para terminar a
paralisação têm impacto fiscal, e a paralisação da produção,
ainda que temporária, aumenta a incerteza da economia. A
conseqüência é uma redução da confiança de consumidores e
empresários", afirmou.
Diante disso, o banco piorou as projeções de déficit
primário deste ano a 2,1 por cento do PIB, sobre 1,9 por cento
antes, e para 2019 a 1,4 por cento, contra 1,2 por cento.
"O governo adotou uma série de medidas na negociação para
encerrar a paralisação dos caminhoneiros, gerando um impacto
fiscal negativo líquido de 6 bilhões de reais no resultado
primário de 2018", disse Mesquita.
O Itaú também elevou suas contas para o dólar no fim de 2018
e de 2019, 3,70 reais, ante 3,50 reais. Para a inflação medida
pelo IPCA, o cenário é menos apertado, com projeções de 3,8 por
cento este ano e 4,1 por cento em 2019, 0,1 ponto percentual a
mais do que a conta anterior em ambos os casos.
Assim, Mesquita manteve o cenário de que o Banco Central
deve manter a Selic em 6,5 por cento até o fim do ano. "A
dinâmica cambial pode influenciar as próximas decisões apenas se
impactar de forma relevante as expectativas de inflação",
acrescentou.

(Por Patrícia Duarte; Edição de Camila Moreira)
(([email protected]; +55 11 5644-7732; Reuters
Messaging: [email protected]))

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