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SÃO PAULO, 13 Abr (Reuters) – Os dados mais recentes de
atividade econômica levaram os maiores bancos privados do país a
ajustar suas previsões para o crescimento da economia, a
trajetória da taxa básica de juros e o desemprego, de acordo com
notas divulgadas pelo Bradesco, Santander e Itaú Unibanco nesta
sexta-feira.
A economia perdeu velocidade no início do ano, depois de um
espasmo de consumo impulsionado pelos saques das contas do Fundo
de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) no ano passado, avaliou
o Bradesco, que reduziu a projeção de crescimento do primeiro
trimestre para 0,3 ante 0,5 por cento nesta sexta-feira. O banco
espera um avanço de 2,5 por cento do PIB no ano.
"O desempenho mais moderado da atividade no começo do ano…
tem se materializado", anotou o Bradesco em comunicado.
"Os dados correntes têm apontado para uma recuperação
disseminada, mas ainda gradual", completou.
O Itaú possui uma estimativa mais otimista que a do Bradesco
para o desempenho da economia nos três primeiros meses do ano:
alta de 0,5 por cento do PIB. Mas o percentual representa metade
do que a instituição previa até então. A mudança foi justificada
com base nos resultados ruins já conhecidos da produção da
indústria e das vendas do comércio varejista neste ano e maiores
riscos políticos à frente.
O banco ainda espera crescimento de 3 por cento do PIB para
este ano, mas destacou que "o balanço de riscos está voltado
para baixo".
"Caso o quadro eleitoral eleve a incerteza quanto à retomada
das reformas, a consequente piora das condições financeiras e da
confiança de empresários e consumidores deve reduzir o ritmo da
atividade econômica já em 2018."
O Santander, por sua vez, reduziu em um ponto porcentual sua
expectativa para a taxa básica de juros para o ano que vem a 7,5
por cento, ante 8,5 por cento anteriormente, citando quatro
fatores principais que pressionam para baixo as expectativas de
inflação.
O choque de oferta de alimentos gerou impacto maior que o
esperado; uma retomada lenta da economia tem se transformado em
maior folga na capacidade produtiva; inflação mais baixa tem
alimentado expectativas de aumentos menores de preços; e
credibilidade do Banco Central, citou a instituição em
comunicado divulgado nesta sexta-feira.
Em outra frente, o Santander piorou suas estimativas para o
mercado de trabalho, afirmando que dados mais recentes têm
apontado "uma taxa de participação e de crescimento da criação
de empregos a um ritmo mais lento".
Agora, o banco prevê uma taxa de desemprego de 11,4 por
cento ao fim deste ano, sobre 10,8 por cento antes. Para 2019, a
projeção subiu a 10 por cento, contra 9 por cento anteriormente.
Na véspera, o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) informou que as vendas do comércio varejista
surpreendentemente caíram em fevereiro, e nesta sexta-feira
apontou que o setor de serviços cresceu bem abaixo do esperado.
Em janeiro, a indústria voltou a encolher, também segundo o
instituto e, em fevereiro, avançou abaixo das expectativas,
sinal da lenta recuperação.

(Por Iuri Dantas e Claudia Violante; Edição de Marcela Ayres)
(([email protected]; +55 11 5644-7757; Reuters
Messaging: [email protected]))

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