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Os principais mercados acionários globais encerraram as negociações recuados e com os preços do petróleo saindo dos US$50,00.

Na Ásia e nos Estados Unidos, o viés da semana será para as pistas do Federal Reserve, bem como do Banco do Japão.

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Por aqui, com o fim das Olimpíadas do Rio de Janeiro, as atenções se voltam para Brasília, com o início do julgamento do processo de Impeachment de Dilma Rousseff, isso na quinta-feira (25). Já na segunda-feira (29), às 9 da manhã, Dilma confirmou a presença no Senado Federal para fazer sua defesa e responder questionamento dos senadores.

Ainda no Congresso Nacional, algumas votações importantes estão na pauta. Uma é a votação, em primeiro turno, da emenda à Constituição (PEC 31/16), que prevê a prorrogação até 2023 a Desvinculação de Receitas da União (DRU).

Nesta manhã, como é regra para todas as segundas-feiras, as instituições financeiras consultadas pelo Banco Central informaram que a projeção de crescimento da economia brasileira em 2017 passou de 1,1% para 1,2%. Para 2016, elas mantêm a estimativa de encolhimento da economia. A projeção de queda do PIB permanece em 3,20% para 2016.

Para a inflação, medida pelo IPCA, foi mantida em 7,31% este ano, e caiu de 5,14% para 5,12%, em 2017. As estimativas estão distantes do centro da meta de inflação de 4,5%. Para 2016, a projeção ultrapassa também o limite superior da meta que é 6,5%. O teto da meta em 2017 é 6%.

A expectativa das instituições financeiras para a taxa Selic permanece em 13,75% ao ano, ao final de 2016, e segue em 11% ao ano no fim de 2017. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano.

A projeção para a cotação do dólar segue em R$ 3,30 ao final de 2016, e caiu de R$ 3,50 para R$ 3,45, no fim de 2017.

No final desta tarde foram divulgados os números da Balança Comercial, que na terceira semana de agosto registrou superávit de US$ 541 milhões, resultante de exportações de US$ 3,557 bilhões e importações de US$ 3,016 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 118,081 bilhões e as importações, US$ 86,989 bilhões, com saldo positivo de US$ 31,092 bilhões. Os dados foram divulgados hoje pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

A Bovespa devolveu mais de 2% e o dólar comercial também encerrou em queda (Ver abaixo).

ÁSIA

As ações asiáticas fecharam sem direção nesta segunda-feira, com os futuros de petróleo caindo e com os investidores pesando as perspectivas para as taxas de juros mais elevadas nos Estados Unidos. No Japão, a valorização se deu com as especulações de que haverá mais estímulos.

O Índice MSCI Asia Pacific caiu 0,3% para 138,7 partir das 4 da tarde em Hong Kong. O Topix, Japão, subiu 0,6% com o iene enfraquecido depois que o Banco do Japão , através de Haruhiko Kuroda, afirmar que há “oportunidade suficiente” para mais flexibilização em setembro. O iene caiu 0,5%, para 100,74 um dólar.

Ainda em Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, ficou em alta de 0,26% aos 22.997 pontos. Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xanagi ficou em queda de 0,75% aos 3.084 pontos. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em queda de 0,33% aos 27.985 pontos. E, no Japão, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou alta de 0,32% aos 16.5987 pontos.

O Conselho de Estado da China informou que o governo tem como objetivo reduzir a carga tributária anual sobre as empresas de algo em torno de 500 bilhões de iuanes (US$75,16 bilhões) em um prazo de dois anos. Os sinais de desaceleração preocupam o governo chinês.

EUROPA

As bolsas europeias fecharam no vermelho nesta segunda-feira, em dia de agendas vazias, com os investidores atentos aos negócios locais e também com as discussões nos Estados Unidos sobre a atuação do Federal Reserve.

Em Londres, o índice Stoxx Europe 600 caiu 0,1%. Em Milão, o índice FTSE-MIB subiu 0,36% aos 16.369 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 ficou em alta de 0,21% aos 8.468 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 recuou 0,24% aos 4.389 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 caiu 0,47% aos 10.494 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 recuou 0,44% aos 6.828 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 subiu 0,10% aos 4.705 pontos.

Os preços do petróleo, novamente para baixo, puxaram as ações de energia.

ESTADOS UNIDOS

A Bolsa de Nova York manteve a queda nesta segunda-feira, com os preços do petróleo recuando e também dos metais. Indicadores de peso serão apresentados também essa semana nos Estados Unidos.

Na outra ponta, as dúvidas sobre a atuação do Federal Reserve, que realiza um encontro essa semana com a presença de sua presidente Janet Yellen, em Jackson Hole, Wyoming.

O mercado seguiu analisando também a fala do vice-presidente do Fed, Stanley Fischer, que sinalizou um aumento da taxa esse ano ainda está sob consideração, ecoando comentários hawkish do presidente do Fed de Nova York, William Dudley.

Ao final, Dow Jones recuou 0,12% aos 18.529 pontos; o S&P caiu 0,06% aos 2.182 pontos; e a Nasdaq subiu 0,12% aos 5.244 pontos. A onça do ouro em queda de 0,24% aos US$1.341,00.

ARGENTINA

O índice Merval, da Bolsa de Comércio de Buenos Aires, fechou nesta segunda-feira em baixa de 0,64%, aos 15.497,15 pontos.

Já o Índice Geral da Bolsa caiu 0,95%, para 668.412,07 pontos, enquanto o Merval 25 perdeu 0,49% e fechou aos 16.567,77.

No pregão, foram negociados 211,4 milhões de pesos argentinos em títulos (US$ 14 milhões), com 34 em alta, 38 em baixa e seis estáveis.

No mercado de câmbio, o dólar caiu 10 centavos, cotado a 14,60 pesos para compra e a 15,00 pesos para venda.

BRASIL

A Bovespa manteve o negativo até o final do pregão desta segunda-feira, com os investidores pegando carona nos demais internacionais. As commodities recuaram e puxaram para baixo as ações com os maiores pesos no índice como Petrobras e Vale.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 2,235 aos 57.781 pontos. O volume financeiro foi de R$5,8 bilhões.

“Embora o processo de Impeachment esteja no radar, a Bovespa acompanhou o cenário externo, com os metais e o petróleo perdendo preço. Essa semana, com o quadro político, alguns indicadores que serão apresentados nos Estados Unidos poderão também puxar o Ibovespa”, considerou o operador da Renascença, Luiz Roberto Monteiro.

Entre as ações valorizadas estavam as da Energias BR ON, alta de 1,25%; e Qualicorp ON, alta de 0,09%.

Na contramão estavam as ações da Siderúrgica Nacional ON, queda de 8,33%; Usiminas PNA, queda de 5,99%; Gerdau PN, queda de 5,93%; Gerdau Metalúrgica PN, queda de 5,25%; e Cemig PN, queda de 4.26%.

A Vale ON recuou 3,67% e a PN, queda de 3,71%. Já a Petrobras PN recuava 3,44% e a ON, queda de 3,92%.

Moedas

O dólar comercial voltou a operar em queda no final da negociações na BM&F. No interbancário, o moeda ficou cotada aos R$3,200 para a compra e R$3,201 para a venda, queda de 0,17%.

O euro fechou cotado aos R$3,622 para a compra e R$3,626 para a venda, queda de 0,12%.

Em Frankfurt, o euro era cotado a US$ 1,1327 nesta segunda-feira no mercado de divisas, o mesmo o valor da sessão de sexta-feira. O Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio oficial do euro em US$ 1,1306.

“O movimento de hoje, com a moeda devolvendo um pouco no final, se deu um pouco com o mercado externo, já que há uma expectativa para o Federal Reserve. Porém, o viés para a semana, sem dúvida alguma, é para a decisão do Impeachment. Na semana passada o BC diminuiu o volume de contratos e voltando para os 10 mil. Diante desse cenário, a moeda tende a ficar no comportamento semelhante ao de hoje”, disse o operador de câmbio da Intercam, Glauber Romano.

O Banco Central ofertou nesta manhã 10 mil contratos de swap cambial reverso, que equivale a compra de dólares no mercado futuro. Foram negociados 1.000 contratos com vencimento para o próximo dia 01, outros 5.000 para 03 de outubro, 2.750 para 01 de novembro e 1.250 para 02 de janeiro.

Commodities

O barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta segunda-feira em forte baixa de 3,03%, cotado a US$ 47,05, interrompendo assim uma sequência de altas registradas na semana passada.

As cotações caíram depois da divulgação dos planos da China de incentivar a exportação de petróleo refinado, assim como um novo crescimento das reservas do produto nas refinarias dos Estados Unidos pela oitava semana consecutiva.

O WTI, petróleo de referência no país, tinha atingido seu nível de preços mais alto em mais de um mês na última sexta-feira, motivado pelas especulações sobre uma restrição de produção entre os membros da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep).

O barril de petróleo Brent para entrega em outubro fechou nesta segunda-feira em forte baixa de 3,38% no mercado de futuros de Londres, cotado a US$ 49,16.

O petróleo do Mar do Norte terminou a sessão no International Exchange Futures (ICE) US$ 1,72 abaixo do valor final da sessão de ontem, que foi de US$ 50,88.

As cotações começaram a semana abaixo da barreira psicológica dos US$ 50,00 no pior pregão desde julho. No entanto, neste ano, a alta do preço do barril é de mais de 30%, o que mostra a grande volatilidade registrada no mercado do produto em 2015. Essas informações são da Agência Efe.

O minério de ferro negociado no porto de Qingdao fechou em alta de 0,46% aos US$61,23 a tonelada seca e com 62% de pureza.

Contratos futuros de café fecham em alta em Nova York.
Contratos futuros de açúcar fecham em alta em Nova York.
Contratos futuros de cacau fecham em baixa em Nova York.


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