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Os investidores dos mercados acionários globais ficaram divididos entre compras e vendas nesta quarta-feira, enquanto esperam por pistas sobre a atuação do Federal Reserve para as taxas de juros nos Estados Unidos. Ainda por lá, o resultado do estoque de petróleo para a semana encerrada em 19 de agosto também pesou com o volume em alta.

Na Europa, os mercados fecharam com ganhos também focados no Fed e para os indicadores registrados nesta terça-feira (23), que mostraram fortalecimento das economias na Eurozona.

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Por aqui, os indicadores mostrados hoje pelo IBGE, FGV/IBRE e com a aprovação do texto-base da Lei de Diretrizes Orçamentarias (LDO) pelo Congresso Nacional nesta madrugada para 2017 também seguiram no radar.

O texto-base aprovado, relatado pelo senador Wellington Fagundes (PR-MT), prevê um déficit primário de R$ 139 bilhões ou 2,04% do Produto Interno Bruto (PIB) como meta fiscal do governo federal para o ano que vem.

Também estabelece meta de déficit de R$ 3 bilhões para as estatais e de R$ 1,1 bilhão para estados e municípios. Assim, o déficit no conjunto do setor público (União, estados e municípios, incluídas as estatais) totaliza em R$ 143,1 bilhões (2,1% do PIB).

Já a prévia da inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15) desacelerou de julho para agosto, fechando a taxa do mês com variação de 0,45%, resultado 0,9 ponto percentual inferior aos 0,54% da prévia do mês de junho.

Os dados foram divulgados pelo IBGE e indicam que, com o resultado de agosto, o IPCA-15 fechou o acumulado do ano (janeiro-agosto) com elevação de 5,66%, bem abaixo dos 7,36% registrados em igual período do ano anterior.

Já o acumulado dos últimos 12 meses (a taxa anualizada) ficou em 8,95%, resultado próximo dos 8,93% verificados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2015 a taxa havia sido 0,43%.

O IPC-S de 22 de agosto de 2016 registrou variação de 0,39%, 0,09 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa divulgada na última apuração. Cinco das sete capitais pesquisadas registraram decréscimo em suas taxas de variação.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas subiu 2,6 pontos entre julho e agosto, ao passar de 76,7 para 79,3 pontos, o maior desde janeiro de 2015 (81,2 pontos). Esta foi a quarta alta consecutiva do índice, a partir do mínimo histórico, de 64,4 pontos, registrado em abril passado.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal da cidade de São Paulo (IPC-S/São Paulo) registrou variação de 0,29%, na apuração realizada na terceira semana de agosto de 2016. O resultado foi 0,03 p.p. superior ao divulgado na primeira semana de agosto, que foi de 0,26%.

“Aproximadamente 90% da alta da confiança dos consumidores nos últimos quatro meses anteriores foi determinada pela melhora das expectativas. Em agosto, no entanto, a maior contribuição veio do aumento da satisfação com a situação presente, um sinal favorável, considerando que houve uma melhora na percepção dos consumidores tanto em relação ao mercado de trabalho quanto à situação financeira das famílias. O resultado dá maior consistência à tendência de recuperação do ICC.“, afirma Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora da Sondagem do Consumidor.

Enquanto isso, a Bovespa oscilou e ficou em queda, movimento normal conforme os analistas do mercado financeiro, com as expectativas para o início da votação do processo de Impeachment de Dilma Rousseff marcado para as 09 da manhã desta quinta-feira (25).

Declarações de ministros do presidente em exercício, Michel Temer, e a expectativa para as medidas fiscais seguem na pauta da semana.

ÁSIA

As Bolsas de Valores da Ásia fecharam divididas nesta quarta-feira, com as ações do Japão voltando para o positivo com os exportadores ganhando, e com os investidores atentos ao Federal Reserve.

Em Hong Kong, o MSCI Asia Pacific Index, excluindo o Japão, caiu 0,4% para ficar aos 447,11 a partir das 4 da tarde. O índice Topix do Japão subiu 0,7%, com o iene negociado à 100,15 contra o dólar americano.

Ao final desta jornada, em Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, ficou em queda de 0,77% aos 22.820 pontos. Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai ficou em queda de 0,12% aos 3.085 pontos. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em alta de 0,25% aos 28.059 pontos. E, no Japão, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou alta de 0,61% aos 16.597 pontos.

EUROPA

As bolsas europeias operam no positivo nesta quarta-feira, com a confiança dos investidores voltando lentamente e o mercado mais calmo depois do Brexit em mais de um ano. As atenções seguem para o Federal Reserve.

Esse movimento de calmaria era esperado pelos analistas com o verão e o fim da
temporada de balanços corporativos.

Um índice de bancos atingiu seu nível mais alto desde o referendo no Reino Unido sobre a saída da União Europeia. O banco italiano UniCredit SpA subiu 8% e o Commerzbank AG e UBS Group AG caíram 2,9%.

Em Londres, o Índice Stoxx Europe 600 subiu 0,4% no fechamento do pregão. Em Milão, o índice FTSE-MIB subiu 0,68% aos 16.891 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 ficou em alta de 0,87% aos 8.655 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 subiu 0,32% aos 4.435 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 subiu 0,28% aos 10.622 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 recuou 0,48% aos 6.835 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 ficou em queda de 0,03% aos 4.698 pontos.

A economia alemã segue crescendo em ritmo, mas ligeiramente mais lento, conforme mostrou o Escritório Federal de Estatística (Destatis) já em sua primeira versão de 12 de agosto. O produto interno bruto (PIB) aumentou 0,4% (depois do preço, sazonal e ajustamento conforme calendário) no segundo trimestre de 2016 em comparação com o primeiro trimestre de 2016. No início de 2016, o crescimento do PIB tinha sido forte em 0,7%.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street, que abriram em queda, bem que tentaram pegar fôlego durante o dia, mas acabaram recuados, bem como os preços do petróleo. O dia foi de expectativa para as declarações da presidente do Federal Reserve Janet Yellen em evento do banco central na próxima sexta-feira (26).

Os dados apresentados recentemente no País revelam que a economia dá sinais de recuperação, porém, a inflação teima em não subir.

Hoje, os preços das commodities e metais voltaram para o negativo. O petróleo recuou depois da divulgação dos estoques dos Estados Unidos para a semana encerrada em 19 de agosto.

Os estoques de petróleo bruto (excluindo os da Reserva Estratégica) aumentaram 2,5 milhões de barris da semana anterior, ou seja, 523,6 milhões de barris. Os estoques de petróleo bruto estão em níveis historicamente elevados para esta época do ano. O total de estoques de petróleo comercial aumentou 6,6 milhões de barris na semana passada.

A produção de gasolina diminuiu na semana passada, com média de mais de 10,0 milhões de barris por dia. A produção de combustível destilado diminuiu na semana passada, com média de mais de 4,8 milhões de barris por dia.

Ao final, o Dow Jones ficou em queda de 0,35% aos 18.481 pontos; o S&P ficou em queda de 0,52% aos 2.175 pontos; e Nasdaq manteve a queda de 0,81% aos 5.217 pontos. A onça do ouro ficou em queda de 1,40% a US$1,327,30 e a prata em queda de 2,23% a US$18,50.

Nos Estados Unidos, os preços das casas subiram 1,2% no segundo trimestre de 2016 de acordo com o Housing Finance Agency Federal (FHFA) – Índice de Preços de Casas (HPI).

Os preços das casas subiram 5,6%, a partir do segundo trimestre de 2015, para o segundo trimestre do índice mensal com ajuste sazonal 2016. A previsão do FHFA para junho era acima de 0.2% em maio. O HPI é calculado usando informações de preços de vendas de casas e de hipotecas ou com outras garantia.

As vendas existentes perdeu força em julho e diminuiu ano a ano, pela primeira vez desde novembro de 2015, segundo a Associação Nacional de Corretores. Apenas a região Oeste viu um aumento mensal em fechamentos em julho.

ARGENTINA

O índice Merval, da Bolsa de Comércio de Buenos Aires, fechou nesta quarta-feira em baixa de 0,1%, aos 15.815,12 pontos.

Já o Índice Geral da Bolsa caiu 0,16%, para 676.431,99 pontos, e o Merval 25 recuou 0,06% e fechou aos 16.893,06.

No pregão, foram negociados 262,2 milhões de pesos argentinos em títulos (US$ 17,48 milhões), com 34 em alta, 33 em baixa e 13 estáveis.

No mercado de câmbio, o dólar se manteve estável, cotado a 14,60 pesos para compra e a 15,00 pesos para venda.

BRASIL

A Bovespa teve mais um dia de forte volatilidade nesta quarta-feira. Uma série de fatores pesou na análise dos investidores, que mantiveram a aversão ao risco.

No cenário internacional, em falta de notícias mais relevantes, a justificativa fica para as declarações da presidente do Fed.

No cenário doméstico, as declarações de ministros, decisão sobre votação das medidas do ajuste fiscal e também o início do processo de Impeachment de Dilma Rousseff amanhã (25), também pesaram nas análises dos investidores.

Ao final, o Ibovespa recuou 0,52% aos 57.717 pontos. O volume financeiro ficou em R$5,9 bilhões.

“A Bovespa deveria permanecer no patamar do começo deste mês, mas a volatilidade vem marcando as últimas sessões. O que se viu foram balanços fracos, indicadores ruins e o quadro político em deterioração. Porém, nos últimos dois meses houve uma ligeira melhora e que deverá permanecer no pós-Impeachment, dependendo do resultado. Mas como nada é certo ainda e tudo pode mudar, os investidores seguem comprando papéis mais baratos, considerando que os grandes já montaram posições e estão comprados. Vale e Petrobras oscilaram com os preços das commodities e daí dessa realização”, considerou o diretor de Bovespa da HCommcor, Ari Santos.

Entre as ações em alta estavam as Cesp PNB, alta de 10,645; Lojas Americanas PN, alta de 2,41%; Qualicorp ON, alta de 2,03%; Copel PNB, alta de 1.87%; e Cosan ON, alta de 1,73%.

Na contramão estavam as ações da Usiminas PNA, queda de 8,04%; Siderúrgica Nacional ON, queda de 7,03%; Gerdau Metalúrgica PN, queda de 6,28%; Bradespar PN, queda de 3,55%.

A Petrobras ON ficou em queda de 1,94% e a PN, queda de 2,13%. A Vale ON ficou em queda de 2,13% e a PN, queda de 2,23%. O IEEX ficou em alta de 0,71%.
Cesp e a privatização

O destaque desta sessão ficou para os papéis da Companhia Energética de São Paulo (CESP). Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite desta terça-feira (23), a Companhia informou que a diretoria do Programa Estadual de Desestatização (CDPED), em reunião realizada também na tarde de ontem decidiu recomendar ao Governo do Estado de São Paulo a retomada dos trabalhos e estudos necessários à privatização da companhia.

O tema volta com força no mercado financeiro, já que a possibilidade do governo paulista em fatiar a Cesp é tema antigo e discutido há mais de dez anos.

A Cesp já foi uma das principais energéticas do País e hoje conta apenas com um ativo, a Usina de Porto Primavera, entre os estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul e capacidade instalada de 1.800 MW.

No ano passado, por considerar medidas do governo federal não compatível com os preços da energia e sem receita, a Cesp vendeu dois de seus ativos para a gigante chinesa, Three Gorges.

Moedas

O dólar comercial fechou em queda nesta quarta-feira na BM&F. No interbancário, a moeda estava cotada aos R$3,222 para a compra e R$3,222 para a venda, recuo de 0,33%.

O euro ficou cotado aos R$3,631 para a compra e R$3,636 para a venda, queda de 0,57%.

Em Frankfurt, o euro era cotado a US$ 1,1248 às 15h GMT (12h de Brasília) desta quarta-feira no mercado de divisas, abaixo do valor da sessão de terça-feira no mesmo horário, que foi de US$ 1,1323. Já o Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio oficial do euro em US$ 1,1268.

“Na abertura, o mercado seguiu o cenário externo, com as commodities recuando e ainda pesando os dados fortes apresentados ontem nos Estados Unidos.Porém, com os mercados sem grandes notícias relevantes, operam apoiados no comportamento dos membros do Federal Reserve sobre a elevação das taxas de juros. Muita especulação sobre o que a Yellen poderá falar na sexta-feira. No mercado doméstico, o que nos aguarda só vamos saber na próxima semana, portanto, ninguém quer arriscar nada”, considerou o diretor da Treviso, Reginaldo Galhardo.

O Banco Central fez mais uma entrada de swap cambial reverso, que equivale a compra de dólares no mercado futuro. No leilão foram ofertados 10 mil contratos, sendo que 2.000 com vencimento para o próximo dia primeiro, 2.310 para o dia 03 de outubro, 1.500 para 01 de novembro e 4.190 para 02 de janeiro de 2017.

Commodities

O barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta quarta-feira em baixa de 2,77%, cotado a US$ 46,77, após a notícia de um novo aumento nas reservas do produto nos Estados Unidos na semana passada.

Ao final da sessão na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do WTI para entrega em outubro, novo mês de referência, caíram US$ 1,33 em relação ao fechamento de ontem.

As cotações do barril do WTI seguem assim o momento de volatilidade. Na segunda-feira, caíram 3%, mas ontem conseguiram recuperar parcialmente as perdas para fechar de novo hoje em baixa.

As reservas de petróleo nos Estados Unidos subiram 2,5 milhões de barris até 523,4 milhões na semana do dia 19 de agosto, informou hoje a Administração da Informação de Energia. O país importou uma média de 8,6 milhões de barris por dia na semana, 13,3% a mais do que no mesmo período do ano anterior.

O petróleo de referência nos EUA está perdendo a maior parte dos ganhos obtidos nas últimas sete sessões em que fechou no território positivo devido aos rumores dos planos da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) sobre um possível congelamento de produção na próxima reunião.

Por sua vez, os contratos de gasolina com vencimento para o mês que vem subiram US$ 0,01, para US$ 1,50 por galão (3,78 litros).

Já os contratos de gás natural com vencimento no mesmo mês fecharam estáveis em US$ 2,79 por cada mil pés cúbicos.

O barril de petróleo Brent para entrega em outubro fechou nesta quarta-feira em baixa de 1,82% no mercado de futuros de Londres, cotado a US$ 49,05.

O petróleo do Mar do Norte terminou a sessão no International Exchange Futures (ICE) US$ 0,91 baixo do valor final da sessão de ontem, que foi de US$ 49,96.

Dessa forma, o barril do Brent se mantém abaixo da barreira psicológica dos US$ 50. Hoje, chegou a atingir um mínimo de US$ 48,68, mas recuperou um pouco das perdas antes do fim da sessão.

Apesar das altas registradas nas últimas semanas, o valor do Brent ainda está muito longe dos US$ 110 atingidos há dois anos.

O minério de ferro fechou em queda de 0,08% aos US$61,70 a tonelada seca negociada no porto de Qingdao.

Com apoio de agências internacionais


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