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Os mercados acionários globais encerraram a semana mais calmos, com os investidores analisando dados econômicos e, principalmente, as decisões dos bancos centrais. O destaque ficou para o Federal Reserve, que elevou as taxas de juros dos Estados Unidos em 1% e 1,25% na reunião encerrada na quarta-feira (14).

Na Ásia, o Banco Central do Japão (BoJ) manteve a taxa de juros inalterada, seguindo na contramão do Fed.

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Na China, o Banco do Povo realizou nesta sexta-feira a maior injeção diária de capital no Sistema Financeiro. Na operação, o PBoC injetou 250 bilhões de yuans (US$36,73 bilhões) e foi a maior desde janeiro deste ano, quando o montante chegou a 410 bilhões de yuans para atender a demanda por dinheiro no feriado do Ano Novo Lunar.

Na Europa, fora as instituições, o cenário político pesou e com as atenções para o Brexit. As dúvidas sobre a permanência da primeira-ministra Theresa May persistem.

Nos Estados Unidos, os dados mais fracos despertaram novamente a cautela para o desenvolvimento econômico no segundo semestre. O presidente Donald Trump é a polêmica e continua “desconstruindo” o que o ex-presidente, Barack Obama, construiu.

Por aqui, o quadro político permaneceu contaminado por delações, investigações, reformas prioritárias paralisadas no Congresso e a Operação Lava Jato no centro das atenções. Muito barulho, muitas conversas e sem nenhuma decisão concreta marcaram a semana mais curta.

O Ibovespa fechou em queda e o dólar manteve a alta, que segue contida pelas atuações do Banco Central do Brasil.

ÁSIA

As bolsas da Ásia fecharam sem direção nesta sexta-feira, com a decisão do Banco do Japão (BoJ) em não mexer com a política monetária. Com isso, alguns investidores aproveitaram para realizar lucros.

Ao final da jornada, o índice MSCI Asian Pacific ficou estável em Hong Kong. O índice Asia Dow ficou em alta de 0,02% aos 3.320. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em alta de 0,24% aos 25.626. O Xangai Composite ficou em queda de 0,30% aos 3.123. Na Índia, o índice Sensex, bolsa de Bombai, ficou em queda de 0,06% aos 31.123. O Nikkei 225, bolsa do Japão, ficou em alta de 0,56% aos 19.943 pontos. O índice Kospi, Coreia do Sul, ficou estável aos 2.361 pontos. O índice FTSE ST, Singapura, ficou em queda de 0,02% aos 3.231. O índice Topix do Japão ganhou 0,5% à medida que o iene ampliou sua maior queda em relação ao dólar em cinco meses.

O BOJ manteve sua taxa de política e a meta de rendimento de obrigações a 10 anos em cerca de zero por cento. O presidente do BoJ Haruhiko Kuroda disse que era muito cedo para mostrar qualquer plano de saída de estímulo, que muitos investidores haviam observado.

Com a inflação ainda distante do seu alvo, o BoJ deixou seu programa de estímulo monetário no controle, dizendo que ao melhorar o consumo privado apoiará uma economia em crescimento.

A declaração de política, hoje, veio depois do terceiro aumento da taxa de juros do Federal Reserve, ressaltando como o BOJ continua atrás de seus pares globais na política de normalização. O banco continuará a gerenciar a curva de rendimentos através de uma taxa de juro negativa e a compra trilhões de ienes em títulos.

O período mais longo de expansão econômica do Japão em uma década proporcionou algum apoio ao BOJ, que não alterou a política desde setembro do ano passado.

Embora a quantidade de títulos que compra está a abrandando, há pouca expectativa de que ele vai mudar substancialmente o curso durante o resto do atual mandato do presidente Haruhiko Kuroda.

O BoJ mantém a taxa de juros negativa em menos 0,1% aplicada à algumas das instituições financeiras.

Compras de títulos do governo, que visam manter o rendimento das obrigações a 10 anos em cerca de 0 por cento.

EUROPA

As bolsas europeias mantiveram o rali pelo terceiro dia nesta sexta-feira, com as empresas de alimentos e bebidas compensando a queda no setor varejista.

Ao final da jornada, o índice Stoxx Europe 600 ficou em alta de 0,66% aos 388.60, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em alta de 0,45% aos 20.940; o Ibex 35 (Madri) ficou em alta de 0,56% aos 10.759; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em alta de 0,48% aos 12.752; o FTSE-100 (Londres) ficou em alta de 0,60% aos 7.463; o CAC 40 (Paris) subiu 0,89% aos 5.263 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) subiu 0,23% aos 5.273.

As ações das fabricantes de automóveis ficaram no azul, 0,5%, com os dados mostrando que as vendas europeias subiram 1,3%, uma recuperação em maio. Essa recuperação segue, na visão dos analistas, de uma estabilidade política mais clara na França e que deram novo impulso ao setor.

Os varejistas deslizaram, seguindo os pares dos Estados Unidos, depois que a Amazon.com Inc. fechou a compra da Whole Foods Market Inc. por US$13,7 bilhões.

Os credores da Grécia concordaram em liberar 8,5 bilhões de euros (US$ 9,5 bilhões) em novos empréstimos para o país, encerrando meses de incerteza sobre se poderia cumprir grandes pagamentos de títulos devido em julho.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso na Bolsa de Nova York fecharam no azul nesta sexta-feira, com os investidores avaliando os dados econômicos apresentados hoje. Além disso, o negócio bilionário da Amazon ajudou a puxar o índice principal.

Ao final, o S&P ficou em alta de 0,03% aos 2.433; o Dow Jones ficou em alta de 0,11% aos 21.384; o Nasdaq caiu 0,22% aos 6.151.

Ao final, o S&P 500 subiu com o vencimento de opções, com os varejistas de alimentos caindo 5,1%, depois que a Amazon.com Inc. concordou em comprar a Whole Foods Market Inc.

As ações da Amazon subiram 2,5%, enquanto a Whole Foods subiam 29% para a mais alta desde abril de 2015.

O rendimento das notas do Tesouro a 10 anos caiu um ponto base para 2,15%, depois de um salto de quatro pontos de base da quinta-feira. A taxa caiu na quarta-feira para 2,13%, o nível mais baixo desde novembro.

O dólar voltou para uma queda semanal, depois que a construção de casas novas terem vacilado pelo terceiro mês e a confiança do consumidor caiu mais desde outubro. O iene enfraqueceu depois que o Banco do Japão deixou a política monetária inalterada.

O petróleo ficou em alta de 0,52% o barril do WTI aos US$44,69, comparando um quarto declínio semanal direto.

BRASIL

O Índice Bovespa fecha a semana em queda de 0,94%. Nesta sexta-feira, no pós-feriado de Corpus Christi e com a atenção para o desempenho das ADRs na Bolsa de Nova York, o índice ficou recuado. Na semana, a influência ficou por conta do quadro político do País e as incertezas sobre as aprovações das reformas ainda neste primeiro semestre.

Ao final da jornada, o Ibovespa ficou em queda de 0,48% aos 61.626 pontos. O volume financeiro ficou em R$11,5 bilhões.

Segundo um analista de mercado, o volume financeiro subiu no leilão de fechamento com BB em R$ 10 milhões, Petrobras negociando quase R$1 bilhão, Ambev em R$809 milhões e Vale em pouco mais de R$570 milhões.

As ações com ganhos
Suzano Papel PNA, alta de 2,47%; BR Malls ON, alta de 0,82%; Sabesp ON, alta de 4,13%; Engie Brasil ON, alta de 3,64%; e Smiles ON, alta de 4,02%.

As ações com perdas
Siderúrgica Nacional ON, queda de 3,55%; JBS ON, queda de 2,07%; e AMBEV ON, queda de 2,20%.

A Petrobras ON ficou em queda de 0,37% e a PN, queda de 2,69%.
A Vale ON ficou em queda de 2,07% e a PN, queda de 0,37%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 02 de maio a 01 de setembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (11,453%), Bradesco PN (8,244%), Ambev S/A ON (7,299%), Petrobras PN (5,331%) e Vale PNA (4,727%).

Moedas

O dólar comercial fecha a semana de quatro dias em queda de 0,15%. Nesta sexta-feira, a moeda foi influenciada pelo baixo volume de negócios sob a influência do feriado de Corpus Christi.

Ao final, no interbancário, a moeda ficou cotada aos R$3,286 para a compra e R$3,287 para a venda, alta de 0,20%.

O euro ficou em R$3, 683 para a compra e R$3,684 para a venda , alta de 0,88%.

A libra ficou em R$4,204 para a compra e R$4,205 para a venda, alta de 0,62%.

O Banco Central do Brasil (BCB) fez mais um leilão de swap cambial tradicional e ofertou 8.200 contratos com vencimento para julho.

No cenário externo, o iene subiu 0,1% para 110.767 por dólar, depois de cair 1,2% na sessão anterior, mais desde janeiro.

O índice Bloomberg Dollar Spot caía 0,3%, enquanto o dólar apresentava desempenho inferior a todos os grupos de 10 pares. Neste momento opera abaixo de 0,3% para a semana.

O euro subiu 0,4% para US $ 1,1194.

Commodities

O contrato futuro do produto tipo WTI foi negociado a US$ 44,72 o barril, com alta de 0,58%.


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