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BOA NOITE INVESTIDOR: Mercados na dependência do Brexit

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Faz já alguns dias que todos os mercados do mundo e bancos centrais estão na dependência do plebiscito que ocorre amanhã no Reino Unido sobre a permanência ou saída da União Europeia. Hoje foi mais um dia assim.

Começamos o dia com os investidores animados diante das pesquisas anunciadas que a permanência na União Europeia tinha se fortalecido. Os mercados novamente reagiram em alta, porém dentro de maior cautela. Mercados já fechados na Europa, novas pesquisas foram divulgadas, com placar muito apertado, mas indicando a saída (Brexit) como majoritária. Era o que faltava para o mercado americano arrefecer e a Bovespa passar ao campo negativo.

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Como se pode evidenciar desse cenário e, tendo em vista que as pesquisas estão sendo criticadas, a decisão virá dos indecisos (algo como 13%) e não há antecipação de previsão possível.

Aparentemente os principais bancos centrais do mundo estão preparados para contingências, e não se descarta uma atuação coordenada entre alguns bancos centrais. Os efeitos, apesar de não serem exatamente de curto prazo, vão provocar ajustes nos mercados, tanto mais fortes quanto mais fracas forem as atuações de governos e bancos centrais.

Enquanto isso não se define, nos EUA os estoques de petróleo da semana anterior encolheram 917 mil barris, de previsão de queda menor. As vendas de imóveis usados de maio cresceram 1,8%, igual ao que estava sendo previsto. Na zona do euro, a confiança do consumidor de junho registrou queda para -7,3 pontos, pior que o previsto. O FMI também cortou sua projeção de crescimento para a economia americana em 2016 de 2,4% para 2,2% mantendo crescimento de 2,5% para 2017. Estima segundo trimestre melhor para a economia americana.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 1,42%, com o barril cotado a US$49,14. O euro era transacionado em alta para US$ 1,1308 e notes americanos com taxa de juros em queda para 1,69%. O ouro e a prata operaram em queda na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto.

Internamente, o Bacen anunciou o fluxo cambial até 17 de junho com saída de US$ 360 milhões, acumulando no ano de 2016 fluxo também negativo em US$ 7,21 bilhões. Os ganhos do Bacen com operações de swap atingiram até a data, R$ 8,0 bilhões. No plano político, no final da tarde, o ministro do STF Teori Zavascki lia seu voto sobre a segunda denúncia contra Eduardo Cunha e Renan quer terminar a votação do supersimples.

Na sequência, a Bovespa anunciou que na sessão de 20 de junho os investidores estrangeiros alocaram R$ 411 milhões, deixando o saldo positivo do mês de junho em R$ 1,14 bilhão e o ano com ingresso de R$ 12,6 bilhões. Os DIs operaram com viés de alta durante o dia e o dólar encerrou em queda de 1,01%, cotado a R$ 3,379.

No mercado acionário, alta para as principais bolsas europeias que não pegaram os resultados das pesquisas mais recentes sobre o Brexit. Londres terminou com alta de 1,23%, Paris com +0,29% e Frankfurt com +0,55%. Madri em alta de 0,40% e Milão com queda de 0,62%. No mercado americano, dia de queda do Dow Jones de 0,28% e o Nasdaq com-0,22%. Na Bovespa, queda de 1,34% e índice em 50156 pontos. Destaque para alta de Vale em função de o minério ter subido 2,0% no spot chinês.

Na agenda de amanhã, teremos o IPC-S da terceira quadrissemana de junho, e nos EUA muitos indicadores. Sairão o índice de atividade nacional de Chicago, os pedidos de auxílio desemprego da semana anterior, a venda de imóveis novos de maio, o índice de indicadores antecedentes e índice de atividade de Kansas de junho. Teremos ainda discurso do presidente do FED regional de Dallas.


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