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Por Rodrigo Viga Gaier
RIO DE JANEIRO, 5 Jan (Reuters) – O BNDES BNDES.UL vive um
clima de expectativa sobre uma possível mudança no comando do
banco diante da perspectiva do presidente da instituição de
fomento, Paulo Rabello de Castro, se lançar candidato à
presidência da República neste ano.
Castro se filiou no ano passado ao PSC e já apareceu como
principal destaque de programa eleitoral gratuito da legenda
comandada pelo pastor Everaldo.
"O partido está fechado com o Paulo Rabello e ele foi
chamado para isso, para ser o candidato à presidência", disse
uma fonte próxima ao presidente do BNDES. "O Paulo está se
preparando para isso e deve ficar no BNDES até março para se
dedicar à campanha", acrescentou a fonte.
O desejo do presidente do BNDES, segundo fontes próximas a
ele, é poder indicar o nome de seu substituto no banco para um
"mandato tampão" até o fim do ano. Entre os nomes cotados para a
posição estão o do diretor da área financeira, Carlos Thadeu de
Freitas; e o diretor da área internacional do BNDES, Ricardo
Ramos.
"O Carlos Thadeu é um cara muito alinhado com o Paulo
Rabello, um nome de peso e com trânsito em Brasília e com o
Temer. Ele já foi diretor do Banco Central, de bancos públicos e
esteve na Petrobras PETR4.SA ", disse uma segunda fonte.
Freitas se licenciou recentemente do banco, após problemas
de saúde, mas já retomou suas atividades na área financeira da
instituição. Já Ramos, é funcionário de carreira do BNDES, e
chegou a assumir interinamente o comando do BNDES após a
polêmica saída da ex-presidente Maria Silvia Bastos Marques no
ano passado.
Paulo Rabello de Castro está de férias e deve retomar as
suas atividades na presidência do BNDES na segunda quinzena
deste mês. Caso leve adiante o projeto da candidatura à
presidência, ele terá que se descompatibilizar do cargo até
abril desse ano.
Durante o mandato no BNDES, Castro criticou abertamente a
gestão da processadora de carne JBS JBSS3.SA , defendendo a
saída da família Batista do comando da companhia. Castro também
se mostrou contrário à devolução de 130 bilhões de reais do
BNDES para o Tesouro neste ano, cobrada pelo governo para ajudar
na situação de desequilíbrio fiscal.
Ao ser questionado pela Reuters, um membro da equipe
econômica do governo afirmou que não está prevista nenhuma
mudança no comando do BNDES até que o presidente Temer se
manifeste a respeito.
Procurado, o BNDES não comentou o assunto.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)
(([email protected]; 5511-5644-7753; Reuters
Messaging: [email protected]))

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