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FRANKFURT, 17 Mai (Reuters) – A Europa precisa de um fundo
para sustentá-la no caso de uma futura crise, e o Banco Central
Europeu (BCE) não terá "desculpa" para não comprar dívida
pública para aliviar qualquer crise de liquidez, disse o
vice-presidente do BCE nesta quinta-feira.
Falando em evento de despedida já que está deixando o cargo,
Vítor Constâncio disse que o bloco monetário de 19 membros ainda
tem uma longa lista de tarefas a fazer antes de estar pronto
para o próximo choque financeiro.
O principal item é aceitar o papel de combate a incêndios do
BCE, uma função frequentemente contestada pela Alemanha, a maior
economia da Europa, disse ele.
"A partir de agora, o BCE não terá desculpa para não cumprir
seu mandato ao tratar da deficiência da transmissão da política
monetária ao intervir no mercado de títulos soberanos … para
lidar com o estresse agudo de liquidez", disse Constâncio, de 74
anos, que encerra 18 anos no Conselho do BCE no final de maio.

A única alternativa seria um eurobônus para o bloco, disse
Constâncio, uma construção politicamente inviável rejeitada por
vários países por temores de que os contribuintes dos países
centrais sejam forçados a financiar a irresponsabilidade fiscal
em outros Estados.
O próximo governo da Itália está pressionando por aumentos
de gastos controversos, com o risco de quebrar as regras de
gastos da União Europeia. Mas Constâncio argumentou que a
aplicação da disciplina fiscal não está no topo de sua lista de
reformas, com uma função central de estabilidade fiscal e o
lançamento de um ativo seguro europeu sendo a prioridade.
"O que é necessário é um fundo de estabilização em períodos
de choques significativos, na forma de um fundo que proporcione
transferências para serem usadas em gastos públicos com altos
multiplicadores para efeito máximo, como investimento ou apoio
de renda aos desempregados", disse.

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(Por Francesco Canepa e Balazs Koranyi)
((Tradução Redação São Paulo; +55 11 56447509))
REUTERS TH CMO


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