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Por Balazs Koranyi
FRANKFURT, 14 Mar (Reuters) – O Banco Central Europeu (BCE)
precisa de mais evidências de que a inflação está subindo em
direção à sua meta e acabará com as compras de ativos somente
quando estiver convencido de que o aumento dos preços está em
uma trajetória sustentada para seu objetivo, disseram
autoridades do BCE nesta quarta-feira.
Depois de abandonar na semana passada a promessa de longa
data de aumentar as compras de títulos se necessário, os
investidores estão procurando indícios do próximo movimento do
BCE. Eles esperam que as autoridades monetárias encerrem o
estímulo neste ano, convencidas de que o crescimento econômico
se tornou sustentável e que a inflação aumentará lentamente.
Acalmando as expectativas do mercado de um fim rápido, o
presidente do BCE, Mario Draghi, e o economista-chefe, Peter
Praet, argumentaram que a inflação ainda não está em uma
trajetória sustentável, exigindo paciência, mesmo que a
confiança do banco na tendência dos preços ao consumidor esteja
se firmando.
"Atualmente vemos a inflação convergindo para a nossa meta
no médio prazo, e estamos mais confiantes que no passado de que
essa convergência acontecerá", afirmou Draghi em uma
conferência. "Mas ainda precisamos ver mais evidências de que a
dinâmica da inflação está se movendo na direção certa.
"Existe uma condição muito clara para que nós encerremos as
compras de ativos: precisamos ver um ajuste sustentado na
trajetória da inflação em direção à nossa meta", completou ele.
O banco central da zona do euro tem reduzido o estímulo bem
aos poucos, preocupado que qualquer grande movimento poderia
desalinhar seu trabalho e forçá-lo a uma reversão de política
embaraçosa e economicamente prejudicial.
Indicando uma possível mudança nos próximos meses, Praet
argumentou que a orientação do BCE terá que mudar, mesmo que a
sequência de ações futuras não esteja em debate.
"Com o passar do tempo, a indicação de que os juros
permanecerão em seus níveis atuais bem além do fim das compras
de ativos deixará gradualmente de fornecer orientação suficiente
sobre a provável evolução da postura de política monetária",
disse ele.
"Portanto nossa orientação futura sobre a trajetória dos
juros terá que ser mais específica e calibrada de forma
apropriada para que a inflação continue na trajetória de ajuste
sustentado em direção ao nível abaixo, mas próximo, de 2 por
cento no médio prazo."

(Por Balazs Koranyi)
((Tradução Redação São Paulo; +55 11 56447509))
REUTERS TH CMO

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