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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Iuri Dantas
SÃO PAULO, 7 Dez (Reuters) – Grandes bancos modificaram suas
apostas para a trajetória da taxa básica de juros do Brasil
depois que o Banco Central reduziu a Selic para o menor nível da
história e diante das dúvidas sobre se o governo Michel Temer
será capaz de aprovar a reforma da Previdência neste ano na
Câmara dos Deputados.
Em um movimento amplamente esperado pelo mercado, o Comitê
de Política Monetária (Copom) do BC baixou a taxa básica para 7
por cento ao ano na quarta-feira, ante 7,5 por cento ao ano
antes, e afirmou que novos passos da política monetária precisam
ser adotados com cautela.
A leitura do comunicado e o comportamento benigno da
inflação levaram o Credit Suisse a alterar sua expectativa,
passando a esperar mais uma redução da Selic em fevereiro contra
estabilidade vista antes. No comunicado, o Copom revisou sua
expectativa para a alta do IPCA neste ano a 2,9 por cento, ante
3,3 por cento anteriormente, valor que ficaria abaixo da meta
oficial.
"Achamos que o Copom também sinalizou que esse corte de 25
pontos básicos seria provavelmente o último corte da taxa de
juros do ciclo atual de afrouxamento monetário, ao mencionar
(cautela)", disse a equipe econômica de Brasil do Credit Suisse
em comunicado.
O BC "telegrafou" uma nova redução moderada no ritmo de
cortes em fevereiro, na avaliação do BTG Pactual, ao divulgar
que adotará "cautela".
Por outro lado, ainda não é possível saber se essa palavra
indica que o BC fará um novo balanço de riscos e deixará a Selic
inalterada em fevereiro, se Ilan Goldfajn e sua equipe querem
desencorajar esperanças de cortes adicionais além de fevereiro,
ou ambas as possibilidades, disse o BTG em comunicado.
"Talvez a ata do Copom vai solucionar algumas dessas dúvidas
finas textuais, mas por agora estamos levando em conta a parte
central do comunicado e mudando nosso call para o nível final da
Selic neste ciclo para 6,75 por cento, após corte de 25 pontos
básicos que agora esperamos em fevereiro", afirma a nota do BTG,
assinada pelo economista Eduardo Loyo.
Em uma linha diferente, o Itaú Unibanco já esperava um corte
em fevereiro antes da decisão do Copom, mas modificou suas
projeções diante do risco de que a reforma da Previdência não
seja aprovada pelo Congresso. O banco baixou de 0,5 para 0,25
ponto sua expectativa para o corte da Selic em fevereiro.
"Reconhecemos que a ausência de progressos na agenda de
reformas e de ajuste fiscal tornaria o segundo corte de 0,25
pontos porcentuais menos provável e, consequentemente,
aumentaria a chance do ciclo de flexibilização terminar com a
taxa Selic em 6,75 por cento."
As chances de votação da reforma da Previdência na próxima
semana estão menores, disse à Reuters uma liderança governista,
devido a resistências de partidos aliados como o PRB, o PR e o
PSD.
Nesta sessão, o dólar operava com forte alta ante o real,
anulando a queda acumulada nos últimos quatro pregões e se
aproximando dos 3,30 reais, diante da cautela com as chances de
o governo conseguir votar a reforma da Previdência em breve
devido à dificuldade de conquistar apoio político suficiente.

(Edição de Camila Moreira)
(([email protected]; +55 11 5644-7757; Reuters
Messaging: [email protected]))

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