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O Mitsubishi UFJ Financial Group, Inc- MUFG, holding do Banco de Tokyo-Mitsubishi UFJ Brasil, divulgou análise nesta quinta-feira sobre o Relatório de Inflação do BC.

As expectativas dos economistas, conforme o tom do último Relatório de Inflação, reforçam a visão de que o Banco Central reduzirá a taxa Selic em 75 pontos percentuais em sua próxima reunião de política monetária. “Esperamos um corte adicional em 50 p.p na próxima reunião (06 de setembro), quando a taxa Selic chegará a 9%, sendo mantida nesse nível para os próximos meses.”

O ambiente de altas incertezas políticas (que levam a um cenário sombrio para as reformas) não mudará até a próxima reunião, reforçando assim o corte de 75p.p.. Do lado positivo, os indicadores econômicos (expectativa de inflação bem ancorada muito em linha com os cenários de inflação simulados pelo Banco Central), alta capacidade ociosa e fraca demanda doméstica são favoráveis a esses cortes adicionais da taxa Selic até 9%.

Por exemplo, a confortável expectativa de inflação abaixo da meta para este ano e na meta para o próximo ano (que também é nossa expectativa) leva a uma grande chance de o Conselho Monetário anunciar uma meta de inflação mais baixa para 2019, provavelmente em 4,25%, mantendo a meta de 4,5% para 2018. A decisão está programada para ser anunciada no dia 29 de junho (próxima quinta-feira).

Destaques

Inflação: o processo de desinflação tem sido generalizado entre muitos produtos / serviços, sendo beneficiado pela fraca atividade econômica e alta capacidade ociosa.

O Banco Central lançou 4 cenários simulados para as taxas de inflação, combinando a expectativa de mercado para a taxa Selic e mantendo-os constantes. Segundo o BC, a expectativa de inflação é de 3,8% neste ano, 4,5% para o próximo ano e 4,3% para os 4 trimestres até o 2T19, abaixo do objetivo central.

Atividade:

O Banco Central manteve sua previsão do PIB em 2017 em + 0,5%. No entanto, revisou o desempenho de seus componentes. Do lado da produção, houve uma revisão ascendente para a agricultura, no qual o Banco Central destaca a taxa de crescimento das seguintes culturas relevantes: milho (+ 52,3%), soja (+ 18,5%) e arroz (+ 14,7%). Houve também uma revisão ascendente para a indústria (principalmente devido à mineração para + 4,0% de + 0,5%).

Os serviços podem mostrar uma pequena contração (-0,1%) provocada pelo mau desempenho do Comércio (-0,4%) e da Intermediação Financeira (-2,1%), sendo compensado pelo melhor desempenho dos segmentos de serviços relacionados à indústria (transporte / armazenamento + 0,2% e serviços de informação + 0,7%). Do lado da procura, o consumo doméstico pode apresentar um crescimento nulo após o fraco trabalho e condições de crédito, e pode haver contração do consumo do governo (ajuste fiscal) e dos investimentos. O lado positivo vem das exportações relacionadas com a safra agrícola favorável.


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