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Na terceira semana de agosto, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 541 milhões, resultante de exportações de US$ 3,557 bilhões e importações de US$ 3,016 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 118,081 bilhões e as importações, US$ 86,989 bilhões, com saldo positivo de US$ 31,092 bilhões. Os dados foram divulgados hoje pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Na semana, as exportações tiveram média diária US$ 711,4 milhões, valor 10,4% abaixo da média de US$ 793,9 milhões, registrada até a segunda semana do mês. Nessa comparação foram observadas quedas nas exportações de semimanufaturados (-29,6%) – por conta de açúcar em bruto, celulose, ouro em forma semimanufaturada, ferro-ligas, couros e peles – as vendas externas de produtos básicos caíram 8,9% – devido a soja em grãos, petróleo em bruto, farelo de soja, carne de frango e bovina, minério de cobre – e os embarques de manufaturados caíram 5,2% – em razão de automóveis de passageiros, aviões, açúcar refinado, polímeros plásticos, máquinas e aparelhos para terraplanagem, óxidos e hidróxidos de alumínio.

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As importações na semana apresentaram desempenho médio diário de US$ 603,2 milhões, 7,4% acima do registrado até a segunda semana do mês (US$ 561,7 milhões). A alta é explicada, principalmente, pelo aumento nos gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos elétricos e eletrônicos, veículos automóveis, plásticos e obras e farmacêuticos.

Mês

No mês, as exportações somam US$ 11,496 bilhões e as importações, US$ 8,634 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,862 bilhões.

Até a terceira semana de agosto, as exportações registram média diária de US$ 766,4 milhões. Em relação a agosto do ano passado, quando a média foi de US$ 737,4 milhões, houve avanço de 3,9%. Nessa comparação, cresceram as exportações de semimanufaturados (9,7%) – puxadas por açúcar em bruto, ouro em forma semimanufaturada, alumínio em bruto, madeira serrada ou fendida, ferro fundido e ferro-ligas – e de produtos manufaturados (7,3%) – por conta de veículos de carga, açúcar refinado, máquinas e aparelhos para terraplanagem, aviões e motores e geradores elétricos. Já os embarques de produtos básicos registraram leve queda de 0,3%, devido a soja em grão, carne bovina e de frango, café em grão, milho em grão.

Em relação a julho deste ano, quando a média diária das exportações chegou a US$ 777,6 milhões houve queda de 1,4%, por conta de produtos manufaturados (-8%) e semimanufaturados (0,7%). Enquanto cresceram as exportações de produtos básicos (3,8%).

Nas importações, a média diária até a terceira semana de agosto, de US$ 575,6 milhões, ficou 5,5% abaixo da média de agosto de 2015 (US$ 609,3 milhões). Nesse comparativo, decresceram os gastos, com siderúrgicos (-33,9%), veículos automóveis e partes (-31,2%), equipamentos mecânicos (-19,8%), instrumentos de ótica e precisão (-6,4%) e plásticos e obras (-5,2%). Na comparação com julho de 2016, as importações cresceram 2,8%, pelo aumento em adubos e fertilizantes (+54%), produtos farmacêuticos (+19,9%), equipamentos eletroeletrônicos (+14,2%), produtos plásticos (+6,8%) e combustíveis e lubrificantes (+6,2%).


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