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(Texto atualizado com mais informações)
Por Tatiana Bautzer e carolina mandl
SÃO PAULO, 22 Jan – O Wal-Mart Stores está em
negociações com a firma de private equity Advent International e
outros fundos para a venda de uma participação importante em
suas operações no Brasil, informaram duas pessoas com
conhecimento direto do assunto no domingo.
O Wal-Mart está sendo assessorado pelo Goldman Sachs & Co,
de acordo com uma das fontes que falaram sob condição de
anonimato. As outras empresas de private equity que estão
avaliando o investimento na unidade brasileira são GP
Investments e Acon Investments, acrescentou a fonte.
Representantes do Wal-Mart no Brasil, da Advent e da GP se
recusaram a comentar. Goldman e Acon não responderam
imediatamente aos pedidos de comentário.
Os negócios no exterior da Wal-Mart não são mais o motor de
crescimento que já foram em meio à desaceleração econômica no
Brasil e à concorrência de varejistas de desconto no Reino
Unido.
Em 2016, o presidente-executivo do Wal-Mart, Doug McMillon,
indicou aos investidores que já planejava rever as operações
globais. Seus comentários provocaram especulações de que o
Wal-Mart procuraria reestruturar ou mesmo se retirar de mercados
onde tem tido dificuldades. O Brasil estava entre os países mais
citados pelos analistas como um alvo potencial.
Ao longo de 2016, o Wal-Mart fechou pelo menos 10 por cento
de suas lojas no Brasil, assim como negócios não essenciais em
toda a América Latina. Também vendeu seu negócio de comércio
eletrônico na China para empresa de comércio eletrônico JD.com
e comprou uma participação no JD.com, em vez de tentar
ingressar no mercado por conta própria.
Uma saída parcial do Wal-Mart do Brasil vem no momento em
que a vice-presidente de operações, Judith McKenna, assume o
controle da unidade internacional do maior varejista do mundo. O
movimento daria ao novo parceiro uma chance de fazer uma mudança
na operação brasileira que tem lutado para se tornar lucrativa.
O Wal-Mart entrou no Brasil em 1995 e cresceu para se tornar
a terceira maior rede varejista do país depois de duas grandes
aquisições em 2004 e 2005 e de um período de rápida expansão de
lojas que foi interrompido em 2013.
Atualmente, opera 471 lojas no Brasil, de acordo com o site
local da empresa. A unidade brasileira da rede varejista relatou
receita de quase 30 bilhões de reais em 2016.
O Wal-Mart registrou prejuízo operacional no Brasil por sete
anos seguidos, após a expansão agressiva de uma década, que
deixou a empresa com lojas em locais ruins, operações
ineficientes, problemas trabalhistas e preços não competitivos,
informou a Reuters no início de 2016.
Uma das pessoas com conhecimento do negócio disse que as
operações do Wal-Mart no Brasil não melhoraram nos últimos dois
anos, que coincidiram com a recessão mais dura do país em
décadas.
O Wal-Mart começou a sondar possíveis investidores para a
unidade brasileira há vários meses, mas os varejistas rivais não
mostraram interesse, levando a empresa a buscar fundos de
private equity, disse a fonte.
A varejista pretende manter uma participação na unidade
brasileira para poder recuperar parte de suas perdas no país
mais tarde, se uma recuperação econômica e operações
reestruturadas impulsionarem os resultados, de acordo com a
fonte.
As vendas do varejo no Brasil estão começando a se recuperar
da recessão, tendo subido 5,6 por cento ante o mesmo período do
ano anterior, de acordo com dados da Serasa Experian.
(Reportagem adicional de Marcelo Teixeira e Nandita Bose)
((Tradução Redação São Paulo, +5511 5644 7719))S
REUTERS RBS GM


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