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* MRV deixa de contabilizar R$100 mi por restrições na Caixa

Por Gabriela Mello
SÃO PAULO, 16 Jan (Reuters) – A MRV , maior
construtora de imóveis econômicos do país, encerrou 2017 com
crescimento de 41 por cento nos lançamentos e deve entregar
números mais fortes neste ano, apoiada em uma contínua melhora
da economia e no cenário de juros em queda.
"Nossa meta de curto e médio prazo é 50 mil unidades por ano
e o trabalho feito nos permite lançar em 2018 um número próximo
a isso", disse à Reuters o copresidente da companhia Rafael
Menin.
Se confirmado, o total de lançamentos este ano será quase 35
por cento maior que as 37.155 unidades de 2017, equivalentes a
um Valor Geral de Vendas (VGV) de 5,6 bilhões de reais, conforme
prévia operacional divulgada nesta terça-feira.
Apenas no quarto trimestre, a MRV lançou 11,6 mil imóveis,
maior volume dos últimos seis anos e 72 por cento acima do
reportado no mesmo intervalo de 2016. Já as vendas contratadas
cresceram 34,2 por cento, atingindo um recorde histórico de 1,7
bilhão de reais entre outubro e dezembro.
"O quarto trimestre foi espetacular e o fator principal com
certeza foi a confiança… O cliente chegava no plantão de
vendas mais propenso a comprar que um ano atrás", afirmou o
executivo, destacando também lançamentos em cidades com demanda
superior à oferta, investimentos em marketing e maior eficiência
do time operacional.
Como resultado, o indicador que mede a velocidade de vendas
sobre a oferta (VSO) tocou no fim de dezembro o melhor nível dos
últimos dois anos, a 24 por cento, ante 19 por cento em igual
intervalo de 2016. Além disso, a MRV apurou o 22º trimestre
consecutivo de geração de caixa, acumulando um total de 328
milhões de reais no ano.
Menin destacou, contudo, que tanto os números de vendas
quanto de geração de caixa teriam sido ainda melhores não fossem
as restrições orçamentárias da Caixa CEF.UL . "Além do problema
orçamentário, percebemos instabilidade do sistema no fim do ano
e tivemos dificuldade maior de vender e repassar os imóveis",
contou. Segundo o copresidente da MRV, a construtora deixou de
contabilizar mais de 100 milhões de reais em vendas no último
trimestre do ano por causa disso.
Para 2018, Menin disse que a empresa continuará empenhada na
ampliação do estoque de terrenos (landbank), com planos de
desembolsar cerca de 500 milhões de reais em novas áreas. A MRV
tinha um estoque com alvará de construção equivalente a 41 mil
unidades, ou 6,1 bilhões de reais em VGV, dos quais 3,5 bilhões
já tinham registro de incorporação (RI) emitidos.
"Compramos muito em 2014, 2015, 2016 e 2017 em um momento
contracíclico e nos vemos em situação muito favorável em relação
ao resto do mercado no que diz respeito ao landbank", afirmou o
executivo.
A MRV também vai incrementar neste ano os lançamentos de
produtos acima do teto do Minha Casa Minha Vida (MCMV),
aproveitando a aderência de pelo menos 10 por cento do landbank
ao segmento de média renda, acrescentou Menin.
A companhia havia descontinuado essa linha de produtos em
meio à crise, mas decidiu relançá-la em dezembro do ano passado
sob o nome "Produto Premium" diante da demanda por unidades
novas e da melhora de indicadores econômicos. urn:newsml:reuters.com:*:nL1N1OC1LF
O chamado "Produto Premium" da MRV atenderá famílias com
renda mensal de 5 mil a 10 mil reais e será composto por
apartamentos de 200 mil a 350 mil reais, utilizando como fontes
de financiamento recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e
Empréstimo (SBPE), da linha pró-cotista e da aguardada Letra
Imobiliária Garantida (LIG).
As ações da MRV encerraram o pregão de hoje com baixa de
0,26 por cento, a 15,50 reais. Em 2017, acumularam alta de quase
44 por cento.

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(Edição Alberto Alerigi Jr.)
(([email protected]; 551156447553; Reuters
Messaging: [email protected]))


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