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(Texto atualizado com comentários de analistas e outras
informações)
Por Marta Nogueira
RIO DE JANEIRO, 19 Out (Reuters) – A brasileira Vale
, maior produtora global de minério de ferro, produziu
o volume recorde de 95,1 milhões de toneladas da commodity no
terceiro trimestre, em linha com o esperado por analistas, e
manteve a previsão para o ano em relatório divulgado nesta
quinta-feira.
O volume produzido no terceiro trimestre cresceu 3,3 por
cento ante o mesmo período do ano passado e avançou de 3,6 por
cento em relação ao trimestre anterior, principalmente devido à
melhor performance operacional no Sistema Norte e ao
desenvolvimento da mina S11D, no Pará.
O Sistema Norte, que compreende Carajás, Serra Leste e S11D
–este último entrou em operação comercial em janeiro deste
ano–, atingiu recorde trimestral de 45 milhões de toneladas
entre julho e setembro, alta de 16,4 por cento ante o mesmo
período de 2016.
Apesar do recorde, a companhia reiterou que a produção em
2017 ficará próxima ao limite inferior da faixa projetada para o
ano, de entre 360 milhões e 380 milhões de toneladas, devido à
sua estratégia de reduzir a produção de minério de menor
qualidade.
Para o longo prazo, a empresa também reafirmou sua meta de
produção de 400 milhões de toneladas por ano.
As ações da Vale caíam nesta quinta-feira,
pressionadas pelas perdas dos contratos futuros do minério de
ferro na China, principal cliente da companhia.

VENDAS MENORES QUE PRODUÇÃO
A Vale manteve sua estratégia dos últimos trimestres de
aumentar os estoques de minério de ferro no exterior, mais
próximos de seus principais clientes na Ásia.
O percentual de estoques no exterior em relação ao total do
estoque aumentou de 15 por cento, em 2015 e 2016, para 30 por
cento, no terceiro trimestre, refletindo o deslocamento dos
estoques ao longo da cadeia.
A expectativa da companhia, contudo, é manter os 30 por
cento do total do estoque no exterior até o final de 2017.
A propósito, o Itaú BBA ressaltou em um relatório enviado a
clientes que os investidores podem esperar volumes de vendas
mais próximos dos números de produção nos próximos trimestres.
Os embarques de minério de ferro e pelotas do Brasil e
Argentina totalizaram 86 milhões de toneladas no terceiro
trimestre, ficando 9 milhões de toneladas e 1,7 milhão de
toneladas maiores do que no terceiro trimestre de 2015 e no
terceiro trimestre de 2016.
Analistas do Scotiabank destacaram que os números vieram
amplamente em linha com o esperado, exceto pela produção de
cobre, que superou as estimativas do banco.
"A Vale destacou que as vendas de minério de ferro no
trimestre ficarão abaixo da produção, em linha com nossas
expectativas… Nossa estimativa para produção de minério no ano
é de 361 milhões de toneladas", escreveram os analistas do
Scotiabank em nota a clientes.
A equipe do banco de investimentos Clarksons Platou
Securities também viu os números como dentro do esperado, mas
destacou expectativa de que a Vale vai reportar resultados acima
do esperado para o terceiro trimestre.
"Nós ainda esperamos que a Vale supere as estimativas para o
terceiro trimestre amparado no amplo spread entre minério de
ferro de alta e baixa qualidade", escreveram os analistas do
Clarksons, que mantém recomendação neutra para os papéis da
Vale.

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OUTRO PRODUTOS
A produção de níquel da Vale alcançou 72,700 mil toneladas
no terceiro trimestre, alta de 10,2 por cento ante o segundo
trimestre, "devido, principalmente, ao retorno da produção do
forno 2 de Sudbury em julho, à forte performance de produção em
Thompson e à sólida performance em Onça Puma".
Em meados de setembro, Sudbury concluiu a transição para o
fluxo operacional com forno único e passou a operar desta forma.
A produção de cobre alcançou 116,9 mil toneladas, ficando 16
por cento maior do que no trimestre anterior e 7 por cento maior
do que mesmo período do ano passado, devido, principalmente, ao
recorde trimestral de produção em Salobo e à maior produção em
Sudbury.
A produção de carvão em Moçambique atingiu recorde
trimestral de 3,2 milhões de toneladas, ficando 5,8 por cento e
38,3 por cento maior do que no segundo trimestre de 2017 e
terceiro trimestres de 2016, respectivamente, como resultado da
melhor performance das duas plantas de processamento.

(Por Marta Nogueira; Reportagem adicional de Flavia Bohone;
Edição de Roberto Samora)
(([email protected]; +55 21 2223 7104; Reuters
Messaging: [email protected]))


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