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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

(Texto atualizado com entrevista com diretor)
LONDRES/RIO DE JANEIRO, 13 Mar (Reuters) – A mineradora
Anglo American prevê que o mineroduto que transporta sua
produção de minério de ferro de Minas Gerais até o Rio de
Janeiro deverá ficar fora de operação por pelo menos uma semana,
após o rompimento da estrutura, informou o presidente-executivo
a investidores nesta terça-feira.
O rompimento ocorreu na manhã de segunda-feira, em Santo
Antônio do Grama (MG), despejando 300 toneladas de uma polpa
formada por uma mistura de minério de ferro com água em um
córrego na região.
"Minha principal preocupação é com o meio ambiente", disse o
CEO da Anglo American, Mark Cutifani, durante uma reunião com
investidores em Londres, transmitida pela internet.
Na véspera, a empresa informou que suas atividades foram
paralisadas devido ao incidente.
Antes de paralisar suas operações, a empresa estava
produzindo a um ritmo anual de cerca de 17 milhões de toneladas,
afirmou à Reuters o diretor de assuntos corporativos da Anglo
American, Ivan Simões.
A Anglo é uma empresa importante no Brasil, mas sua produção
está bem distante da da Vale, maior produtora global de minério
de ferro, que produziu 366,5 milhões de toneladas em 2017.
A polpa, que vazou por aproximadamente 25 minutos, consiste
de 70 por cento de minério de ferro e 30 por cento de água,
segundo Simões, que afirmou que o produto não é tóxico e é
classificado como não perigoso. A Anglo informou que não houve
vítimas.
Segundo o executivo, após a interrupção do vazamento da
polpa, o duto vazou apenas água por cerca de 11 horas até ser
estancado.
O minério da Anglo é transportado da mina e da usina de
beneficiamento, em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas
(MG), até o porto, em São João da Barra (RJ), ao longo de um
mineroduto de 529 quilômetros, que atravessa 33 municípios
mineiros e fluminenses.
Simões explicou que foram implantados filtros ao longo do
córrego Santo Antônio para conter os sedimentos.
Além disso, a empresa explicou em nota que está sendo
realizado monitoramento da qualidade da água, desde o córrego
Santo Antônio, passando pelo rio Casca, até a sua confluência
com o rio Doce.
Segundo a Anglo, não há percepção de sedimentos no rio
Casca.
Com o fim do vazamento, tiveram início os procedimentos de
reparo do duto. Dentre eles, a drenagem da área para
possibilitar o acesso, retirada da parte trincada e substituição
do segmento danificado.
Por conta do problema, houve interrupção do abastecimento de
água da cidade, explicou Simões, que é feita por meio da
Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).
"Nosso foco é estabilizar a situação e reestabelecer o
fornecimento de água para a comunidade", afirmou Simões.
Por hora, segundo o executivo, a Anglo American vem
disponibilizando água para os moradores por meio de caminhões
pipa. Além disso, ele ressaltou, a mineradora também está
fazendo a distribuição de água mineral às comunidades.
Simões declarou ainda que a empresa está fornecendo todas as
informações necessárias às autoridades competentes.

INVESTIGAÇÃO
Mais cedo nesta terça-feira, o Ministério Público Federal
informou que instaurou um inquérito civil para investigar o
caso.
"Imediatamente após o rompimento de tubulação do mineroduto
pertencente à empresa Anglo American… o Ministério Público
Federal (MPF) instaurou inquérito civil para investigar as
causas e consequências do fato, assim como apurar
responsabilidades", disse o órgão em nota.
A empresa ainda investiga as causas do rompimento.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

(Por Barbara Lewis e Marta Nogueira
Edição de Roberto Samora)
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