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(Texto atualizado com mais informações e posicionamentos da
Transpetro e do PT)
21 Nov (Reuters) – A Polícia Federal prendeu nesta
terça-feira um ex-gerente da Transpetro, subsidiária da
Petrobras , por suspeita de receber 7 milhões de reais
em propina de contratos da empresa e fazer repasses ao PT,
informaram a PF e o Ministério Público Federal (MPF).
Além da prisão, agentes da PF também cumpriram cinco
mandados de condução coercitiva e oito de busca e apreensão como
parte de uma nova fase da operação Lava Jato, agora focada na
subsidiária responsável pelo transporte de petróleo e derivados.
Os repasses teriam ocorrido de setembro de 2009 a março de
2014, e foram revelados a partir de acordo de colaboração
premiada de executivos da empresa de engenharia responsável
pelos pagamentos, a NM Engenharia.
"Houve um esquema político-partidário contínuo e duradouro
na Transpetro, como na Petrobras. Os crimes praticados na
Transpetro são uma nova frente de investigações da Lava Jato, em
expansão", afirmou o procurador da República Athayde Ribeiro
Costa em comunicado.
De acordo com as investigações, o ex-gerente teria pedido
inicialmente o pagamento de 1 por cento do valor dos contratos
da empresa com a Transpetro como propina para favorecer a
empresa de engenharia em contratos com a estatal, mas o acerto
final ficou em 0,5 por cento.
"Este valor foi pago mensalmente em benefício do Partido dos
Trabalhadores (PT), de modo independente dos pagamentos feitos
pela mesma empresa a pedido da presidência da Transpetro, e que
eram redirecionados ao PMDB", afirmou a Procuradoria da
República no Paraná em comunicado.
Segundo os investigadores, ainda está sendo apurado o
caminho do dinheiro recebido pelo ex-gerente da estatal, bem
como os eventuais agentes políticos envolvidos no esquema, mas
delatores disseram que o próprio ex-gerente fez referência ao PT
quando solicitou os valores.
Além disso, disseram procuradores em entrevista coletiva em
Curitiba, há indícios de ligação do ex-gerente com movimentos
sindicais e o PT, ainda que não de forma oficial.
Em nota, o PT disse não ter "qualquer participação nos fatos
investigados", e acrescentou que tomará medidas judiciais
cabíveis "diante das condutas levianas e ilegais de quem acusa
sem provas".
A NM Engenharia informou em comunicado que os sócios da
empresa estão à disposição das autoridades "para quaisquer
esclarecimentos adicionais que se façam necessários".
Os mandados foram cumpridos nos Estados da Bahia, Sergipe,
Santa Catarina e São Paulo como parte da operação. De acordo com
a PF, uma das empresas investigadas pela operacionalização do
esquema de repasses ilegais da empreiteira para o funcionário da
Transpetro se chama Sirius.
O ex-gerente da Transpetro investigado pela chamada operação
Sothis se desligou da subsidiária da Petrobras recentemente,
informou o MPF.
Em comunicado, a Transpetro afirmou que vem apurando
denúncias de irregularidades em contratações da companhia
envolvendo o ex-funcionário acusado, e que todas as informações
obtidas foram encaminhadas ao Ministério Público Federal e
demais órgãos competentes.
"A Transpetro reitera que é vítima nestes processos e presta
todo apoio necessário às investigações da operação Lava Jato",
afirmou.
As investigações sobre o esquema de corrupção na Transpetro
já resultaram em denúncias da Procuradoria-Geral da República
contra políticos, como os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e
Renan Calheiros (PMDB-AL), com base na delação premiada do
ex-presidente da estatal, Sérgio Machado.

(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro; Reportagem adicional de
Maria Clara Pestre; Edição de Camila Moreira e Alexandre
Caverni)
(([email protected]; 55 21 2223-7128; Reuters
Messaging:[email protected]))

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