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(Acrescenta detalhes e movimento das ações)
Por Alberto Alerigi Jr.
IPATINGA, Minas Gerais, 17 Abr (Reuters) – A Usiminas
reativou nesta terça-feira o alto forno 1 da Usina de
Ipatinga, em Minas Gerais, que estava desligado desde 2015,
devido à queda na demanda por aços planos no mercado brasileiro.
Com a recuperação do consumo de aço, puxada em grande parte
pelo setor de veículos, que interrompeu no ano passado sequência
de quatro anos de queda nas vendas no país e projeta crescimento
para 2018, a Usiminas decidiu reativar o equipamento.
O alto forno 1 tem capacidade para 650 mil toneladas anuais
de ferro gusa e faz parte de um complexo siderúrgico que tem
outros dois alto fornos, numa capacidade anual total de 3,65
milhões de toneladas.
Com a reativação do equipamento de 30 metros de altura, a
Usina de Ipatinga volta a operar com carga completa de gusa e
placas, reduzindo a exposição da empresa à compra de placas de
terceiros.
"Já estamos em processo de construção de um novo
planejamento estratégico para os próximos cinco anos… A
reativação do alto forno é mais um indicativo da curva
ascendente de recuperação da empresa", disse o presidente da
Usiminas, Sergio Leite, em comunicado.
Às 12h13, as ações da Usiminas operavam em alta de cerca de
4 por cento, liderando os ganhos do Ibovespa, que subia 0,78 por
cento.

REFORMA
Segundo a Usiminas, o alto forno 1 ficou em reforma durante
nove meses antes de ser religado, trabalho que consumiu 80
milhões de reais em investimentos. A decisão de religamento foi
tomada em maio do ano passado.
O alto forno 1 está em operação desde 1962 e já produziu
mais de 29,5 milhões de toneladas de ferro gusa. A empresa
programou para 2025 uma reforma geral do equipamento, que foi
reformado totalmente pela ultima vez em 1997.
A Usiminas produziu no ano passado 3 milhões de toneladas de
aço bruto, queda de 4 por cento na comparação anual. Além do
complexo em Ipatinga, a empresa possui uma usina em Cubatão (SP)
que desde o início de 2016 teve sua produção de aço bruto
paralisada diante dos efeitos da recessão brasileira sobre o
consumo de aço no país.
No total, a capacidade de produção da companhia é de 9,5
milhões de toneladas anuais, a maior de aços planos do país.
Em fevereiro, o vice-presidente financeiro da Usiminas,
Ronald Seckelmann, afirmou que a empresa prevê investir este ano
500 milhões de reais, mais do que o dobro do aplicado em 2017.
A produção de veículos do Brasil subiu quase 15 por cento no
primeiro trimestre, para 267,5 mil unidades, e a previsão das
montadoras para todo 2018 é de crescimento de 13 por cento, para
3,05 milhões de veículos.
Também de olho no potencial aumento de demanda por aço plano
no Brasil este ano, a CSN rival da Usiminas planeja
uma reforma em alto forno de sua usina em Volta Redonda (RJ) em
setembro, que ampliará a capacidade do equipamento em 15 por
cento, ou 400 mil toneladas adicionais de placas por ano.

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(Por Alberto Alerigi Jr.
Edição de Raquel Stenzel)
(([email protected]; +55 11 56447719; Reuters
Messaging: [email protected]))


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