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(Texto atualizado com novas declarações e mais informações)
WASHINGTON, 7 Jun (Reuters) – O presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, manteve nesta quinta-feira a possibilidade
de convidar o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, à Casa
Branca se considerar a cúpula da semana que vem um sucesso,
embora também sinalize estar disposto a abandonar a ideia se as
conversas não correrem bem.
Em uma entrevista coletiva na Casa Branca com o
primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, Trump repetiu o que
disse na sexta-feira, afirmando ser possível que ele e Kim
possam assinar um acordo para encerrar a Guerra da Coreia –que
ocorreu entre 1950 e 1953–, que foi interrompida somente com
uma trégua, e não um tratado de paz.
“Nós podemos assinar um acordo, como vocês sabem isso seria
um primeiro passo… Nós estamos analisando isso, estamos
conversando sobre isso com muitas outras pessoas", disse Trump a
repórteres nesta quinta-feira.
"Esta provavelmente é a parte fácil. A parte difícil
continua depois disso."
Trump acrescentou esperar que algum dia as relações
norte-americanas com o governo de Pyongyang possam ser
normalizadas.
A principal questão para uma cúpula em 12 de junho em
Cingapura é a exigência norte-americana para a Coreia do Norte
abandonar um programa de armas nucleares que agora ameaça os
EUA. A Coreia do Norte tem rejeitado abandonar seu arsenal
unilateralmente.
A Coreia do Norte defende seus programas nuclear e de
mísseis como um meio de dissuasão contra o que vê como agressão
norte-americana. Os EUA possuem 28.500 soldados na Coreia do
Sul, um legado da Guerra da Coreia.
O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, reenfatizou a
postura que Washington adotará para as negociações.
Pompeo disse que Trump rejeitará qualquer coisa que não seja
a "completa, verificável e irreversível desnuclearização da
península coreana".
"O presidente Trump está esperançoso. Mas ele também está
indo para a cúpula com os olhos bem abertos", disse Pompeo
durante um briefing na Casa Branca, após a coletiva de Trump e
Abe.
Pompeo acrescentou, no entanto, que os EUA trabalharão para
garantir a segurança da Coreia do Norte caso se desnuclearize.
Trump "está preparado para garantir que uma RPDC (República
Popular Democrática da Coreia) livre de suas armas de destruição
em massa também seja uma Coreia do Norte segura", disse Pompeo.
O secretário de Estado planeja ficar na região após a cúpula
para reunir-se com autoridades do Japão e da Coreia do Sul e
viajar à China, importante aliada da Coreia do Norte, para
discutir os próximos passos envolvendo Pyongyang.
Trump disse que irá deixar as conversas se sentir que
precisa, e irá aumentar a pressão de sanções norte-americanas
sobre a Coreia do Norte se as conversas não correrem bem.
Mais cedo, Trump disse a repórteres que é essencial que a
Coreia do Norte abandone suas armas nucleares. "Se eles não se
desnuclearizarem, isso não será aceitável", disse a repórteres
pouco após Abe chegar à Casa Branca.
"Estou totalmente preparado para abandonar (as conversas)",
disse posteriormente na entrevista coletiva.
Por outro lado, Trump disse que pode estender um convite a
Kim para uma visita a Washington.
"Certamente se isto correr bem. Eu acho que será bem
recebido", disse em resposta a uma pergunta. "Eu acho que ele
irá ver isto muito favoravelmente, então eu acho que pode
acontecer."
Trump também prometeu levantar o tópico de prisioneiros
japoneses com Kim, após Abe focar na questão durante conversa
mais cedo entre os líderes.
"Ele falou sobre isto longa e duramente e veementemente e eu
irei seguir seus desejos e nós absolutamente iremos discutir
isto com a Coreia do Norte", disse Trump.
(Reportagem de James Oliphant)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702))
REUTERS AC


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