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(Texto atualizado com mais informações)
PORTO ALEGRE, 10 Nov (Reuters) – O ministro da Fazenda,
Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira que o presidente
Michel Temer tomará a "decisão adequada" sobre eventual reforma
ministerial, mas acrescentou que nunca conversou com ele sobre o
assunto.
"O presidente está olhando essa questão de reforma de
ministério e tomará a decisão adequada", afirmou Meirelles a
jornalistas ao ser perguntado se uma reforma ministerial
ajudaria na aprovação da reforma da Previdência no Congresso
Nacional.
"Eu nunca conversei com ele (Temer) sobre isso, não é minha
área. O que eu vi sobre isso sei do jornais", acrescentou ele,
após participar do segundo evento em Porto Alegre (RS) nesta
sexta-feira.
Lideranças políticas têm dito que uma reorganização dos
cargos de primeiro escalão na Esplanada deverá ser crucial para
garantir o apoio da base aliada à reforma da Previdência. Para
ser aprovado, o texto precisa do voto de três quintos dos
parlamentares numa votação em dois turnos, tanto na Câmara dos
Deputados quanto no Senado.
Após a agência de classificação de risco Fitch ter citado
dificuldades de aprovação da reforma ao manter nesta sexta-feira
o rating soberano brasileiro em "BB", com perspectiva negativa,
Meirelles avaliou que não havia como a mudança ter sido para
melhor uma vez que o texto ainda está em discussão no Congresso.

O ministro afirmou ainda que, uma vez aprovadas novas regras
para concessão das aposentadorias, as agências de rating farão
suas revisões do rating soberano.

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PRAZO E ELEIÇÕES
Meirelles disse acreditar em "grande possibilidade" do texto
da Previdência ser votado ainda neste ano, pelo menos na Câmara.
Mais cedo, o ministro havia repetido que a reforma da
Previdência precisa manter benefícios fiscais "substancialmente"
acima de 50 por cento daquilo que foi originalmente proposto
pelo governo, quando o cálculo era de uma economia de 800
bilhões de reais em 10 anos.
O governo montou uma verdadeira força-tarefa nesta semana
para mostrar empenho em aprovar ao menos pontos da reforma da
Previdência no Congresso.
A nova proposta de reforma apresentada na véspera vai manter
a idade mínima, regra de transição até 2037 e equiparação entre
o regime dos servidores e o regime geral da Previdência, e irá
retirar a incidência da Desvinculação das Receitas da União
(DRU) das receitas previdenciárias.
Ao ser questionado sobre eventual candidatura à Presidência,
o ministro voltou a afirmar que estava "100 por cento"
concentrado na economia e que a recuperação da atividade "exige
foco integral".
Meirelles afirmou que não há nenhuma decisão tomada ainda e
que haverá um momento no próximo ano "juridicamente e
politicamente adequado" para tanto. Aqueles que ocupam cargo no
Executivo têm até 31 de março para deixar o posto caso queiram
concorrer a um cargo eletivo.
Filiado ao PSD, o ministro tem se articulado nos bastidores
para concorrer às eleições presidenciais do próximo ano,
contando inclusive com uma equipe para monitorar sua estratégia
de comunicação em meio à recuperação da economia.

(Reportagem de Sinara Sandri; Texto de Marcela Ayres; Edição de
Iuri Dantas)
(([email protected]; +55 11 5644-7732; Reuters
Messaging: [email protected]))


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