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(Texto atualizado com comentários de executivos)
Por Paul Kilby
NOVA YORK, 12 Mar (Reuters) – A Telefônica Brasil
anunciou nesta segunda-feira que fará investimento estimado de
24 bilhões de reais no triênio 2018-2020, com foco principal na
expansão e qualidade das redes móvel e fixa.
A empresa, que opera sob a marca Vivo, também anunciou
investimento adicional estimado de 2,5 bilhões de reais na
expansão da rede de fibra óptica no período, disse em fato
relevante. O montante não inclui eventuais investimentos em
licenças.
A rival TIM anunciou na semana passada que vai
investir no Brasil 12 bilhões de reais entre este ano e 2020,
para ampliar a oferta de fibra óptica de duas para treze cidades
e expandir sua base de cidades atingidas por telefonia celular
4G de 3 mil para 4.200.
As ações da Telefônica Brasil fecharam em queda de 1,25 por
cento, enquanto o Ibovespa subiu 0,61 por cento.
O anúncio da Telefônica ocorreu depois que a empresa
informou na semana passada que desistiu de firmar um termo de
ajustamento de conduta (TAC) com a Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel), que previa a troca de multas por
investimentos em banda larga.
Em apresentação do plano de investimentos da empresa em Nova
York, o presidente-executivo da Telefônica Brasil, Eduardo
Navarro, afirmou que "fibra é algo que estamos fazendo muito
agressivamente na Espanha e no Brasil. A demanda por ultra banda
larga é enorme", referindo-se ao grupo Telefónica como
um todo.
"Temos grandes vantagens quando aproveitamos nossa
experiência da Espanha. A Espanha tem a mais alta penetração de
fibra no Ocidente e queremos replicar isso no Brasil", disse
Navarro.
Apesar de haver especulação na imprensa sobre aquisição de
parte ou de toda a Oi por competidores, o presidente
da Telefônica Brasil disse que a maior parte do crescimento da
empresa no país será orgânica.
Do lado dos custos, Navarro disse que a companhia planeja
economias de 1,2 bilhão de reais por meio de digitalização até
2020, com fluxo de caixa operacional chegando a pelo menos 20
por cento da receita nos próximos três anos ante nível atual de
15,4 por cento.
Em termos de dividendos, o vice-presidente financeiro, David
Melcon, afirmou que a companhia vai manter a política. "Uma vez
que temos baixa alavancagem, podemos continuar com remuneração
similar aos acionistas", afirmou o executivo.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)
(([email protected]; +55 11 56447719; Reuters
Messaging: [email protected]))

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