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(Texto atualizado com mais declarações)
Por José Roberto Gomes e Jake Spring
SÃO PAULO/BRASÍLIA, 18 Jan (Reuters) – O Brasil deve
produzir uma safra recorde de café em 2018, que pode superar 58
milhões de sacas, em meio a condições climáticas favoráveis e à
bienalidade positiva da cultura do arábica, de acordo com a
Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Em seu primeiro levantamento para a temporada deste ano, o
órgão do governo estimou a produção cafeeira do país, maior
produtor e exportador mundial, entre 54,44 milhões e 58,51
milhões de sacas de 60 quilos, alta de 21 a 30 por cento sobre
2017 e superior também ao recorde anterior, de 51,37 milhões de
sacas, registrado em 2016.
O volume ficou acima ainda das 53,9 milhões de sacas
esperadas, em média, por agentes do mercado em uma recente
sondagem da Reuters.
No início da florada, uma seca chegou a levantar
preocupações no setor quanto ao tamanho da safra de 2018, mas
depois o tempo melhorou.
"Até dezembro, as condições climáticas foram boas, geraram
floradas excelentes… Fizeram com que as plantas tivessem uma
característica muito boa… Agora, de janeiro até março, temos
de acompanhar o clima, pois é um importante momento de formação
de grãos", destacou o superintendente de Informações do
Agronegócio da Conab, Aroldo Antônio de Oliveira Neto.
Na mesma linha, o diretor de Café, Açúcar, Energia e
Agroenergia da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da
Agricultura, Silvio Farnese, afirmou que "após três anos de
dificuldades para o café, este ano está muito mais favorável".
"O Brasil recuperará a produção e isso impulsionará as
exportações, ajudando a economia do país", disse.
O comentário ocorre na mesma semana em que o Conselho dos
Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) reportou que os
embarques da commodity em 2017 foram os menores desde 2012.

Segundo a Conab, do total esperado para 2018, a produção de
arábica deve ficar entre 41,74 milhões e 44,55 milhões de sacas,
alta de 21,9 a 30,1 por cento sobre 2017. Já a de conilon deve
variar de 12,7 milhões a 13,96 milhões de sacas, avanço de 18,4
a 30,2 por cento na comparação anual, respectivamente.
Maior produtor nacional, Minas Gerais deve produzir um total
de 29,09 milhões a 30,63 milhões de sacas de café, ao passo que
o Espírito Santo, que vem em seguida no volume de produção e
figura como líder em conilon, tende a colher de 11,58 milhões a
13,33 milhões de sacas.
Em relação à área, a Conab disse que esta deve somar 2,20
milhões de hectares (produção e formação), praticamente estável
na comparação com 2017.

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(Edição de Luciano Costa)
(([email protected]; 55 11 5644 7762; Reuters
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