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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

(Texto atualizado com aspas do CEO Pedro Parente e mais
informações)
Por Marta Nogueira e Luciano Costa
SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO, 18 Jan (Reuters) – A Petrobras
anunciou nesta quinta-feira uma revisão da sua
política de preços de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) em
botijões de até 13 kg às distribuidoras, após uma disparada de
suas cotações em quase 70 por cento desde junho passado.
Ao anunciar a revisão, a empresa informou já uma queda de 5
por cento do valor do chamado gás de cozinha a partir de
sexta-feira.
A decisão foi definida pelo presidente da petroleira, Pedro
Parente, como "estritamente empresarial", embora tenha explicado
que a principal motivação foi suavisar repasses de reajustes no
mercado internacional aos consumidores finais.
A nova metodologia continuará a ter como referência o preço
do butano e propano comercializado no mercado europeu, acrescido
de margem de 5 por cento, disse Parente, a jornalistas, o que
vai garantir que a empresa não terá prejuízo na venda do
produto, segundo ele.
Os reajustes de preços, no entanto, passarão a ser
trimestrais, em vez de mensais, com vigência no dia 5 do início
de cada trimestre, e a apuração das cotações internacionais e do
câmbio será pela média dos 12 meses anteriores, e não mais pela
variação mensal.
Além disso, as elevações de preços superiores a 10 por cento
terão que ser autorizadas pelo Grupo Executivo de Mercado e
Preços da Petrobras, formado pelo presidente da companhia, Pedro
Parente, e os diretores Financeiro e de Refino e Gás Natural.
Também será criado um mecanismo de compensação que permitirá
comparar os preços praticados segundo a nova política e os
preços que seriam praticados de acordo com a metodologia
anterior, segundo a empresa.
"Foi uma decisão estritamente empresarial, porque essa
volatilidade causava impactos, como por exemplo, o uso de
substitutos ao gás, inclusive com um certo risco (ao
consumidor)", disse Parente, em uma coletiva de imprensa para
explicar a nova política de preços.
O executivo destacou que "preocupa o risco de substitutos
(ao gás) que possam causar riscos à integridade física dos
consumidores" e também a própria concorrência com outros
produtos.

MERCADO
As declarações ocorrem em meio a uma gestão da Petrobras que
tem tentado mostrar firme independência do governo federal para
praticar preços e buscar rentabilidade, com bastante aprovação
de analistas de mercado e investidores.
Diante de uma maior independência, a empresa tem reajustado
preços de gasolina e diesel quase diariamente seguindo a lógica
de mercado internacional, apesar de uma alta relevante da
cotação do barril de petróleo e também de impostos, e buscou um
maior alinhamento do preço do gás ao exterior.
A própria alta acumulada expressiva do valor do gás de
cozinha de quase 70 por cento desde junho, ocorreu após a
companhia alterar suas práticas para a precificação do produto
visando justamente deixá-los mais alinhados ao mercado
internacional.
Parente negou que a alteração da política anunciada nesta
quinta-feira estaria relacionada à resolução 4/2005 do Conselho
Nacional de Política Energética (CNPE), que determina que o gás
de cozinha deverá seguir preços diferenciados e inferiores aos
praticados para outras embalagens, vendidos para os seguimentos
industrial e comercial.
Além disso, afirmou que não há nenhuma conversa entre
governo e Petrobras sobre uma possível alteração da política do
CNPE.
"Nós não enxergamos que haja subsídio ao preço do GLP13,
certamente há a prática de uma margem inferior como é o comando
da regulação do CNPE… enquanto estamos praticando preços
referenciados a uma referencia internacional, mais uma margem,
não temos aqui essa hipótese", afirmou o executivo.
Para a implementação da nova política, a Petrobras aprovou
uma regra de transição para 2018 que na prática reduzirá o preço
do produto nas refinarias em 5 por cento a partir de
sexta-feira.
Parente ressaltou que, como a lei brasileira garante
liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, suas
revisões podem ou não se refletir no preço final ao consumidor,
o que dependerá dos repasses feitos por distribuidoras e
revendedores.

MetaTrader 300×250

(Por Luciano Costa; Reportagem adicional de José Roberto Gomes;
Edição de Maria Pia Palermo)
(([email protected]; 55 11 5644 7762; Reuters
Messaging: [email protected]))


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