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(Texto atualizado com mais informações e contexto)
Por Luciano Costa e Marta Nogueira
SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO, 22 Nov (Reuters) – A Petrobras
poderá levantar até 7,5 bilhões de reais com a
abertura do capital de sua subsidiária de distribuição de
combustíveis BR Distribuidora, em dezembro, como parte de seu
plano bilionário de venda de ativos para ajudar a reduzir o
endividamento da empresa, o maior de uma petroleira no mundo.
Segundo prospecto preliminar publicado pela estatal nesta
quarta-feira, a oferta pública de distribuição secundária de
ações da BR Distribuidora envolverá 291,25 milhões de papéis
ordinários da empresa e a estimativa é que o preço por ação
estará situado entre 15 reais e 19 reais.
Na operação, a Petrobras ofertará 25 por cento de sua
participação na BR Distribuidora, no IPO (na sigla em inglês
para oferta inicial de ações) que deverá ter seu preço fixado em
13 de dezembro, apontou o documento.
A oferta da maior distribuidora de combustíveis e
lubrificantes do Brasil pode envolver ainda até 58,25 milhões de
ações adicionais, ou 20 por cento dos papéis inicialmente
ofertados, além de um lote suplementar de até 43,7 milhões de
ações.
Nesse caso, a oferta da petroleira poderá crescer a 33,75
por cento de sua fatia na BR, caso sejam vendidas também as
ações adicionais e do lote suplementar.
Considerando o máximo do preço sugerido, a empresa poderia
obter até 7,5 bilhões de reais com a oferta, o que representaria
o maior IPO no Brasil desde 2013, quando a BB Seguridade
movimentou 11,475 bilhões de reais em sua oferta inicial de
ações.
Dessa forma, o IPO da subsidiária da Petrobras deve
contribuir de forma importante com a meta da companhia de
levantar um total de 21 bilhões de dólares com venda de ativos
no biênio 2017-2018, visando reduzir a sua dívida.
A dívida líquida da Petrobras somou 279,237 milhões de reais
ao final do terceiro trimestre deste ano.
Às 14:24, as ações preferenciais da Petrobras operavam em
alta de 1,4 por cento, enquanto o Ibovespa tinha uma
estabilidade.

CRONOGRAMA
O coordenador líder da oferta será o BofA Merrill Lynch,
enquanto BB Investimentos, Bradesco BBI, Itaú BBA, J.P. Morgan,
Morgan Stanley e Santander também atuarão como coordenadores.
O início do período de reserva da oferta está previsto para
29 de novembro, com encerramento em 12 de dezembro.
Após a fixação do preço por ação, prevista para 13 de
dezembro, o registro da oferta pela Comissão de Valores
Mobiliários (CVM) deverá acontecer no dia seguinte. Com isso, a
previsão é que as ações da BR Distribuidora passarão a ser
negociadas na bolsa paulista B3 em 15 de dezembro.
A empresa já vinha se preparando para o IPO da BR, um dos
que são aguardados pelo mercado ainda para este ano, devido a
preocupações com imprevisibilidades em 2018, em meio ao
calendário eleitoral.
Em agosto, a Petrobras anunciou aporte de 6,3 bilhões de
reais na BR em meio a medidas para limpar o seu balanço e atrair
investidores. Dentre as ações, a Petrobras também anunciou uma
cisão na BR para separar recebíveis de dívidas da Eletrobras
junto à distribuidora de combustíveis.
A Petrobras destacou que a BR teve participação de 30 por
cento no mercado de combustíveis nos primeiros nove meses de
2017.
Constituída em 1971, a BR é líder em rede de postos, em
atendimento a grandes consumidores e a empresas de aviação.
Em 2016, a empresa foi a segunda maior empresa brasileira em
receita bruta, atrás apenas da própria Petrobras.
Em 2017, a receita líquida somou 61,4 bilhões de reais até
setembro, segundo o prospecto divulgado nesta quarta-feira.

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(Por Luciano Costa e Marta Nogueira; Reportagem adicional de
Bruno Federowski; edição de Roberto Samora)
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