Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

Por Gabriela Mello
SÃO PAULO, 13 Abr (Reuters) – O Grupo Pão de Açúcar (GPA)
voltou a ameaçar a liderança do Carrefour Brasil
no setor supermercadista brasileiro, obtendo um
crescimento nas vendas brutas levemente maior que o do rival no
primeiro trimestre, apesar do contínuo peso da deflação dos
alimentos sobre as operações de redes varejistas do país.
A empresa controlada pelo francês Casino já havia
encostado no Carrefour Brasil no último trimestre de 2017,
quando ficaram empatadas com um faturamento bruto de 13,6
bilhões de reais, apoiado principalmente nas operações de
atacarejo.
Entre janeiro e março, o GPA teve alta de 7,6 por cento na
receita bruta na comparação anual, para 12,3 bilhões de reais,
superando a expansão de 6 por cento apurada pelo Carrefour
Brasil, que faturou 12,289 bilhões de reais.
A diferença entre os resultados do primeiro trimestre é mais
acentuada ao se comparar apenas as atividades de atacarejo no
conceito mesmas lojas, com as vendas brutas da bandeira Assaí,
do GPA, crescendo 10,7 por cento ano a ano, incluindo o efeito
calendário, e as do Atacadão, do Carrefour, subindo 1,4 por
cento nessa comparação.
Em geral, a receita mesmas lojas do GPA nos três primeiros
meses deste ano aumentou 4,4 por cento sobre um ano antes,
considerando o efeito calendário (Páscoa e um sábado a mais), e
de 2,4 por cento sem o mesmo. No Carrefour, as altas foram de
2,3 e 0,4 por cento, respectivamente.
Mas os números apresentados pelas duas varejistas nesta
semana não surpreenderam analistas, servindo apenas para
confirmar o efeito positivo da Páscoa sobre o desempenho
consolidado de janeiro a março, o foco cada vez maior de ambas
no atacarejo e a tendência de uma expansão mais vigorosa do
comércio eletrônico.
A expectativa de analistas, por sinal, é de contínua pressão
sobre as margens nos próximos meses, dado o impacto negativo da
deflação dos alimentos e a potencial intensificação de campanhas
promocionais mais agressivas em meio à disputa mais acirrada no
setor supermercadista brasileiro.
Para a equipe BTG Pactual liderada por Fabio Monteiro, os
números tanto do GPA quanto do Carrefour "ainda são fracos de
modo geral", segundo relatório divulgado nesta sexta-feira. Na
avaliação deles, o quadro de deflação dos alimentos só deve se
reverter no segundo semestre e a concorrência entre as grandes
varejistas e, especialmente, com participantes regionais deve
impedir um crescimento mais rápido da receita e das margens das
empresas do setor nos próximos trimestres.
Analistas do JPMorgan citaram "gatilhos de preço limitados"
com base nas tendências operacionais e reduziram os preços-alvos
do GPA (de 94 a 90 reais) e do Carrefour Brasil (de 18,50 para
17 reais) ao fim deste ano.
"Em nossa opinião, os principais gatilhos para tais ações
são fusões e aquisições ou venda de ativos, o que, neste
contexto, nos leva a preferir o GPA ao Carrefour Brasil dado o
potencial desinvestimento da Via Varejo", escreveu a equipe do
JPMorgan liderada por Joseph Giordano em relatório. Os analistas
destacaram ainda que o GPA é mais diversificado no segmento
multivarejo, com maior penetração em supermercados, incluindo a
bandeira premium Pão de Açúcar.
Às 15:37 (horário de Brasília), os papéis do GPA
subiam 2,9 por cento, a 71,20 reais, liderando a lista de
maiores ganhos do Ibovespa , que cedia 1,3 por cento.
Enquanto isso, os papéis do Carrefour Brasil , que
estrearam na B3 em julho do ano passado, subiam cerca de 1,85
por cento, negociados a 14,33 reais.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)
(([email protected]; 551156447553; Reuters
Messaging: [email protected]))

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

Assuntos desta notícia

Join the Conversation