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* Fibria eleva preços na Europa, América do Norte e Ásia
* Analistas esperam anúncios de aumentos de outros
produtores
* Ação da Fibria avança mais de 4% na B3

(Texto atualizado com mais informações)
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO, 18 Jan (Reuters) – A Fibria , maior
produtora de celulose de eucalipto do mundo, anunciou nesta
quinta-feira aumento no preço de celulose para a América do
Norte, Europa e Ásia a partir de 1º de fevereiro e a expectativa
de analistas é de que outras empresas do setor acompanhem o
movimento.
A companhia informou que o novo preço da tonelada de
celulose na Europa passará para 1.030 dólares por tonelada,
enquanto na América do Norte o novo valor será de 1.210 dólares.
Em ambos os casos, os reajustes são de 30 dólares. Para a Ásia,
o aumento será de 20 dólares, para 830 dólares por tonelada.
O último aumento anunciado pela Fibria ocorreu em novembro.

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As ações da Fibria aceleraram a alta após o anúncio e
valorizavam-se 4,35 por cento, a 52,50 reais, na B3 por volta
das 14h45. Na máxima até o momento, chegaram a 53,80 reais.
O setor de papel e celulose como um todo na Bovespa começou
o dia em alta e acelerou os ganhos após o anúncio, tendo também
como pano de fundo relatório de analistas do Bradesco BBI, com
perspectiva positiva para os preços de celulose e colocando
Fibria como a preferida.
"Nós estamos ainda mais otimistas com celulose e estamos
elevando nossas estimativas de preços de celulose em 11, 18 e 17
por cento em 2018, 2019 e 2020 (respectivamente)", afirma a
equipe liderada por Thiago Lofiego.
Entre os principais gatilhos para o comportamento dos
preços, o Bradesco BBI cita aumento da produção de papel na
China, aceleração do ciclo de crescimento global, incluindo
Europa e substituição de fibra na China.
No final do ano, em encontro com investidores, a Fibria
informou que seguia confiante em relação à demanda da China, o
que contribuiu com uma série de reajustes nos preços da celulose
este ano.
Entre os demais papéis do setor, Suzano Papel e Celulose
subia 4,17 por cento e Klabin avançava
2,25 por cento, na ponta positiva do Ibovespa , que tinha
variação negativa de 0,3 por cento.
Analistas do Bradesco BBI e do Itaú BBA avaliam que outras
fabricantes de celulose também devem anunciar aumentos similares
dos preços nos próximos dias.
A partir de cálculos próprios, os analistas do Itaú BBA
liderados por Marcos Assumpção acreditam que os preços na Europa
e América do Norte estão defasados em relação aos da Ásia em 20
a 30 dólares por tonelada, o que significa que a diferença de 10
dólares no anúncio de aumento entre as regiões ainda não é
suficiente para fechar a lacuna existente.
Procurada pela Reuters, a Suzano Papel e Celulose disse que
"está analisando as condições de mercado para se posicionar a
respeito".
No relatório distribuído mais cedo, Lofiego e equipe
reiteraram a recomendação 'outperform' para Fibria e Suzano e
elevaram os respectivos preços-alvo de 63 para 71 reais e de 25
para 28 reais. No caso de Klabin, a classificação é 'neutra',
com preço-alvo de 22 reais ante 21 reais anteriormente.
Em comunicado mais tarde, após o anúncio, o Bradesco BBI
disse que o anúncio corroborava sua visão para a celulose, com
forte demanda de usuários finais, margens saudáveis dos
fabricantes de papel e baixos estoques.
Para os analistas do Itaú BBA liderados por Marcos
Assumpção, o anúncio pode ser uma surpresa para os investidores
que esperavam ver os preços de celulose de eucalipto começando
uma tendência descendente no curto prazo, potencialmente
conduzindo a preços mais altos por mais tempo se os aumentos
forem implementados com sucesso.
"Nós notamos que o anúncio vem após alguma dificuldade para
implementar os aumentos pretendidos para dezembro. Nós
acreditamos que os preços mais altos são uma das principais
razões por trás dos esperados resultados sólidos para as
empresas de papel e celulose no quarto trimestre de 2017,
provavelmente ajudando os resultados do primeiro trimestre de
2018", afirmou a equipe do Itaú BBA em nota a clientes.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)
(([email protected]; +55 11 5644 7764; Reuters
Messaging: [email protected]))


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