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Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

(Texto atualizado com posicionamento da Neoenergia)
Por Luciano Costa
SÃO PAULO, 15 Set (Reuters) – A Eletrobras
não somente não conseguirá levantar recursos com a
pretendida venda de suas seis distribuidoras de eletricidade que
atuam no Norte e Nordeste, como também deverá assumir prejuízos
para viabilizar a privatização dessas controladas, disse à
Reuters uma fonte do governo com conhecimento do assunto.
Devido à precária situação financeira das empresas, que são
fortemente deficitárias, o governo deve até mesmo desistir da
ideia de arrecadar recursos para o Tesouro com a cobrança de um
bônus de outorga na privatização dos ativos, acrescentou a
fonte.
O Ministério de Minas e Energia pretende seguir
recomendação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de
realizar leilões dessas concessões de distribuição em um modelo
em que ganhará a disputa o investidor que aceitar assumir a
empresa com o menor aumento de tarifas.
"Todas serão vendidas nesse modelo… o processo de venda
vai ser feito por quem oferecer a menor reposição tarifária",
disse a fonte, que falou sob a condição de anonimato.
O governo anunciou em agosto que pretende desestatizar a
holding Eletrobras até o fim do primeiro semestre de 2018, mas
as distribuidoras devem ser vendidas em separado ainda neste
ano.
A Aneel tem avaliado a possibilidade de autorizar aumentos
de cerca de 10 por cento na tarifa das distribuidoras da
Eletrobras antes da privatização.
No leilão das empresas, ganharia quem aceitasse assumir a
operação com o menor aumento de tarifa dentro desse limite
pré-estabelecido.
"A Eletrobras vai sair disso perdendo, é claro, não tem como
ser diferente. Vai ter que ajustar prejuízos. Mas isso era
esperado, o mercado sabe disso", disse a fonte, sem citar
números.
As ações preferenciais da Eletrobras subiam 2,7 por cento,
enquanto as ordinárias avançavam 1,6 por cento, às 11:22.

ATRAEM INTERESSE
O novo modelo estudado para as distribuidoras da Eletrobras,
com uma elevação das tarifas antes da privatização, foi bem
recebido pelos investidores que têm avaliado possível
participação no negócio, segundo a fonte, que participa das
conversas.
"Tem interesse, muito… com essa mudança, as empresas
ganharam atratividade adicional", disse a fonte.
Elétricas como a Equatorial Energia , a italiana
Enel e a Neoenergia , controlada pelo grupo
espanhol Iberdrola, estão entre as que avaliam os ativos até o
momento, segundo a fonte, que listou ainda como potenciais
interessados grupos financeiros, fundos e a elétrica Energisa
. "São muitos players que estão olhando", disse a
fonte.
As distribuidoras da Eletrobras são responsáveis pelo
fornecimento em Acre, Alagoas, Amazonas, Piauí, Rondônia e
Roraima.
Procurada, a Eletrobras disse que não tem como comentar
porque a modelagem de venda das distribuidoras segue em estudo.
A Equatorial disse que "não comenta rumores de mercado".
Já a Enel não comentou o assunto.
A Neoenergia afirmou que está em período de silêncio por
conta do anúncio ao IPO da empresa e que não pode comentar
estratégias de negócios no momento.

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(Edição de Raquel Stenzel e Roberto Samora)
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