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(Texto atualizado com mais informações)
Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira
RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 13 Jun (Reuters) – As vendas de
equipamentos para escritório e combustíveis impulsionaram o
setor de varejo em abril para um resultado melhor do que o
esperado, embora o impulso no início do segundo trimestre esteja
ameaçado devido à paralisação dos caminhoneiros que afetou a
economia no final de maio.
As vendas no varejo subiram 1,0 por cento em abril sobre o
mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.
O resultado ficou bem acima da expectativa em pesquisa da
Reuters de alta de 0,6 por cento na comparação mensal.

"A alta foi disseminada em todas atividades e de forma geral
todo o varejo teve um movimento mais forte. Em alguns segmentos
a inflação está mais baixa que a inflação geral, e também temos
crédito mais farto e menor endividamento das famílias", explicou
a gerente da pesquisa, Isabella Nunes.
"Entretanto, a greve dos caminhoneiros vai bater em maio.
Certamente haverá influência da greve no mês e a expectativa é
que ela atinja todos os segmentos", completou.
O IBGE ainda revisou o dado de março para avanço de 1,1 por
cento depois de divulgar anteriormente aumento de 0,3 por cento,
após incorporar novas informações principalmente sobre
hipermercados e equipamentos de informática.
Sobre abril de 2017, as vendas cresceram 0,6 por cento, em
linha com a expectativa de avanço de 0,55 por cento em pesquisa
Reuters.
A leitura do mês foi influenciada principalmente pelos
aumentos de 4,8 por cento nas vendas de Equipamentos e materiais
para escritório, informática e comunicação e de 3,4 por cento em
Combustíveis e lubrificantes.
A comercialização em Hipermercados, supermercados, produtos
alimentícios, bebidas e fumo, com importante peso sobre o bolso
dos consumidores, teve aumento de 1 por cento em abril, depois
de subir apenas 0,1 por cento em março. A única atividade que
não registrou ganhos foi a de Outros artigos de uso pessoal e
doméstico, cujas vendas ficaram estagnadas.
No varejo ampliado, que inclui veículos e material de
construção, o volume de vendas aumentou 1,3 por cento na
comparação com março.
No segundo trimestre, o cenário para o setor varejista
também é de desemprego alto e incertezas eleitorais, ao qual se
soma a greve dos caminhoneiros no final de maio que afetou o
abastecimento de combustíveis, alimento e outros insumos em todo
o país.
No primeiro trimestre, o Consumo das Famílias teve expansão
de 0,5 por cento, contribuindo para o Produto Interno Bruto
(PIB) do Brasil expandir 0,4 por cento sobre os três meses
anteriores.
Entretanto, as contas sobre o crescimento da economia deste
ano estão sendo reduzidas pelos analistas e já estão abaixo de 2
por cento, sobre cerca de 3 por cento esperados anteriormente.

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Veja detalhes dos resultados do varejo (%):

Atividade Março Abril
Comércio Varejista +1,1 +1,0
1.Combustíveis e lubrificantes +1,9 +3,4
2.Hipermercados, supermercados, +0,1 +1,0
produtos alimentícios, bebidas e fumo
3.Tecidos, vestuário e calçados +0,8 +0,3
4.Móveis e eletrodomésticos +0,7 +0,7
5.Artigos farmacêuticos e perfumaria +1,2 +1,5
6.Livros, jornais e papelaria -0,7 +0,9
7.Equipamentos, material para -3,8 +4,8
escritório e comunicação
8.Outros artigos de uso doméstico +0,7 0,0
Comércio Varejista Ampliado +1,1 +1,3
9.Veículos, motos, peças e partes +3,2 +1,9
10.Material de construção +0,4 +1,7

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644-7729; Reuters
Messaging: [email protected]))


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