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(Texto atualizado com mais informações)
Por Alberto Alerigi
SÃO PAULO, 9 Out (Reuters) – As vendas de veículos no Brasil
devem ter crescimento de dois dígitos em 2018, após uma expansão
de 7,3 por cento esperada para este ano, apesar das incertezas
que podem ser produzidas pelo cenário eleitoral, afirmou nesta
segunda-feira o presidente Associação Nacional dos Fabricantes
de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale.
Em apresentação gravada para Congresso Autodata Perspectivas
2018, Megale comentou ainda que a previsão para a produção
brasileira de veículos no próximo ano é da ordem de 3 milhões de
unidades, ante expectativa de 2,7 milhões neste ano.
Megale não comentou número unitário de vendas esperado para
2018, mas a expectativa da Anfavea para 2017 envolve
licenciamentos de 2,2 milhões de veículos.
"Passamos da fase mais complexa da crise. Este crescimento
de 7,3 por cento é um bom crescimento e isso, aliado a bons
números de exportações, significa que teremos números mais
interessantes de produção", disse Megale.
"Nos últimos meses há certo descolamento da economia da
política. Os maiores economistas do país dizem que saímos da
recessão", afirmou o presidente da Anfavea.

REALISMO
No entanto, o vice-presidente de assuntos corporativos da
Ford América do Sul, Rogelio Golfarb, recomendou cautela sobre o
ritmo de recuperação do mercado interno. Segundo ele, o
crescimento acima de 20 por cento nas vendas em setembro sobre o
mesmo mês de 2016, ocorreu baseado fortemente em vendas diretas
a empresas frotistas como locadoras de veículos e exportações
ainda dependentes da recuperação do mercado da Argentina.
"Estamos realistas, o mercado tem condições de crescer
próximo de 10 por cento em 2018, até porque a base de comparação
é muito fraca", disse Golfarb.
"É preciso um pouco de cautela, no momento da recuperação,
quem acumulou condições para comprar (um veículo novo) compra,
mas para a sustentabilidade do crescimento é preciso ter o
pessoal que perdeu poder de compra nos últimos anos", afirmou o
representante da Ford .
Golfarb estimou que em 2018 a competitividade entre as
montadoras deverá ficar mais acirrada, mas não comentou como
será o efeito deste movimento sobre a rentabilidade do setor.
"Na retomada, a briga por participação de mercado será maior
ainda", disse.

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(Edição de Raquel Stenzel e Maria Pia Palermo)
(([email protected]; +55 11 56447719; Reuters
Messaging: [email protected]))


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