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(Texto atualizado com mais informações)
SÃO PAULO, 10 Jan (Reuters) – A indústria de cimento no
Brasil reduziu ritmo de queda nas vendas no ano passado e estima
para este ano crescimento de 1 a 2 por cento em meio às
expectativas de avanço do PIB, redução de desemprego e melhora
no crédito para construção de moradias.
As vendas do setor em 2017 caíram 6,4 por cento, para 53,8
milhões de toneladas, o terceiro ano seguido de retração de uma
indústria que tem capacidade instalada de cerca de 100 milhões
de toneladas.
"Observamos uma sensível melhora nos últimos meses, o que
levou a uma redução significativa do tombo anual. Em 2016, a
indústria do cimento registrou uma queda de 11,5 por cento no
consumo", disse em comunicado à imprensa o presidente da
associação que reúne fabricantes do insumo no país, Snic, Paulo
Camillo Penna.
Apesar da expectativa de crescimento das vendas neste ano, o
desempenho não será suficiente para reverter a queda de 24 por
cento sofrida pelo setor nos últimos três anos, segundo a
entidade.
Considerando apenas dezembro, a venda de cimento no país
caiu 6,4 por cento sobre um ano antes, para 4,05 milhões de
toneladas, pressionada por recuo em todas as regiões do país, em
especial no Nordeste, onde a queda registrada foi de 13,5 por
cento.
O Nordeste também é destaque de queda no acumulado de 2017,
apresentando retração de 11 por cento nas vendas de cimento,
para 11,5 milhões de toneladas. O Norte teve recuo de 10 por
cento no ano, a 2,76 milhões de toneladas, enquanto as vendas no
Sudeste caíram 4,7 por cento, no Sul houve baixa de 4,5 por
cento e no Centro-Oeste as vendas diminuíram 5,3 por cento no
ano passado.
A exportação, que representa uma fração do volume negociado
pelo setor, também caiu em 2017, recuando 71 por cento, para 46
mil toneladas.

(Por Alberto Alerigi Jr., edição Flavia Bohone)
(([email protected]; 5511-5644-7753; Reuters
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