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(Texto atualizado com mais informações)
Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira
RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 11 Out (Reuters) – As vendas no
varejo brasileiro tiveram queda inesperada em agosto e
registraram o pior resultado para o mês em dois anos, com perdas
generalizadas no setor, mas em movimento pontual que não deve
prejudicar a recuperação do setor.
Em agosto as vendas varejistas recuaram 0,5 por cento,
informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) nesta quarta-feira, após estabilidade em julho e alta nos
três meses anteriores.
É o resultado mais fraco para agosto desde 2015, quando caiu
0,6 por cento, e a leitura foi bem pior do que a expectativa em
pesquisa da Reuters de alta de 0,2 por cento.
Sobre o mesmo mês de 2016, as vendas apresentaram alta de
3,6 por cento, também abaixo da expectativa de avanço de 4,5 por
cento mas no melhor resultado desde maio de 2014 (+4,6 por
cento).
"A queda de agosto é mais uma acomodação. Mais parece um
ajuste depois de altas do que uma reversão de tendência para o
setor varejista", afirmou a gerente do IBGE Isabella Nunes.
De acordo com o IBGE, sete das oito atividades pesquisadas
apresentaram recuo nas vendas, sendo a mais forte em
equipamentos e material para escritório, informática e
comunicação, de 6,7 por cento.
As vendas de combustíveis e lubrificantes recuaram 2,9 por
cento no mês. Em agosto, os preços dos combustíveis aumentaram
6,67 por cento, em meio a 19 reajustes de preços da gasolina
dentro da nova política da Petrobras, apontou o IBGE ao divulgar
os dados de inflação daquele mês.
Já as vendas de hipermercados, supermercados, produtos
alimentícios, bebidas e fumo caíram 0,3 por cento em agosto
sobre julho.
A única atividade a registrar aumento nas vendas foi a de
móveis e eletrodomésticos, de 1,7 por cento, no quarto mês
seguido de ganhos.
"A atividade que tem desempenho melhor é aquela que tem a
ver com a queda de juros, com a disponibilidade do FGTS e com a
inflação menor", completou Isabella.
O varejo ampliado, que inclui veículos e material de
construção, subiu 0,1 por cento em relação a julho, influenciado
tanto pela alta de 2,8 por cento em veículos e motos, partes e
peças, quanto pelo avanço de 1,8 por cento nas vendas de
material de construção.
O resultado do varejo acompanhou o da indústria em agosto,
que interrompeu quatro meses seguidos de alta porém em movimento
que também não tende a atrapalhar o ritmo de recuperação do
setor.
O ambiente de inflação e juros baixos no país favorecem o
comércio, aliado recentemente à melhora do mercado de trabalho,
o que dá base para a recuperação da economia após a recessão que
afetou o país.
Em setembro, a confiança do consumidor brasileiro apurada
pela Fundação Getulio Vargas voltou a avançar após três quedas
seguidas, diante da melhora da percepção sobre o mercado de
trabalho.
Veja as variações mensais dos segmentos no varejo (%):

Atividade Julho Agosto
.Comércio Varejista 0,0 -0,5
1.Combustíveis e lubrificantes -2,1 -2,9
2.Hipermercados, supermercados,
produtos alimentícios e bebidas +0,7 -0,3
3.Tecidos, vestuário e calçados +0,1 -3,4
4.Móveis e eletrodomésticos +0,4 +1,7
5.Artigos farmacêuticos e perfumaria -0,7 -0,5
6.Livros, jornais e papelaria -0,1 -3,1
7.Equipamentos, material escritório
e comunicação +3,8 -6,7
8.Outros artigos de uso doméstico -0,1 -0,4
.Comércio Varejista Ampliado +0,1 +0,1
9.Veículos, motos, peças e partes -0,7 +2,8
10.Material de construção +1,0 +1,8

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(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644-7729; Reuters
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