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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

(Texto atualizado com mais informações)
Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira
RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 13 Mar (Reuters) – As vendas
varejistas do Brasil voltaram a crescer em janeiro e acima do
esperado, puxadas pelos supermercados em um ambiente favorecido
pela inflação e juros baixos que ajudam o consumo, indicando
recuperação gradual da atividade.
Em janeiro, as vendas no varejo subiram 0,9 por cento em
relação ao mês anterior, dado mais forte desde junho de 2017,
quando houve ganho de 1,1 por cento, e acima da expectativa de
alta de 0,6 por cento em pesquisa da Reuters.
Em dezembro, revisou o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) nesta terça-feira, as vendas encolheram 0,5
por cento, contra queda de 1,5 por cento informada antes.
"Há um incremento nas vendas e o comércio se mantém em
trajetória ascendente. O ritmo das vendas ainda é gradual visto
que nos últimos meses ele subiu e desceu com uma certa
frequência. Mas a trajetória é positiva", resumiu a economista
do IBGE Isabella Nunes.
Em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve avanço de 3,2
por cento, melhor leitura para janeiro em quatro anos e acima da
projeção de 2,5 por cento no levantamento da Reuters.

O setor de varejo brasileiro vem se beneficiando do aumento
da renda e da melhora do crédito, diante da contínua redução da
taxa básica de juros em um ambiente de inflação fraca.
O IBGE informou que em janeiro o aumento das vendas foi
generalizado entre as atividades pesquisadas, com destaque para
o avanço mensal de 2,3 por cento em Hipermercados,
supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo.
"Por trás disso está claramente crescimento da massa
salarial e inflação baixa, especialmente para alimentos",
completou Isabella.
Também foi relevante para o resultado a alta de 6,8 por
cento na comercialização de Outros artigos de uso pessoal e
doméstico.
No varejo ampliado, que inclui veículos e material de
construção, as vendas recuaram 0,1 por cento em janeiro sobre
dezembro, com queda de 0,2 por cento em Material de construção
mas ganhos de 3,8 por cento em Veículos e motos, partes e peças.
Dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) indicam que fevereiro
a recuperação pode ter continuado, após a confiança do comércio
brasileiro ter atingido no mês o nível mais alto em quase quatro
anos.
Veja os principais resultados mensais do comércio (em %):

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

Atividade Dezembro Janeiro
Comércio Varejista -0,5 +0,9
1.Combustíveis e lubrificantes -1,0 -0,3
2.Hipermercados, supermercados, -1,7 +2,3
produtos alimentícios, bebidas e fumo
3.Tecidos, vestuário e calçados +0,6 +0,9
4.Móveis e eletrodomésticos -3,5 -2,3
5.Artigos farmacêuticos e perfumaria +1,4 -2,5
6.Livros, jornais e papelaria -3,9 +0,3
7.Equipamentos, material para -0,8 +3,7
escritório e comunicação
8.Outros artigos de uso doméstico -7,2 +6,8
Comércio Varejista Ampliado -0,4 -0,1
9.Veículos, motos, peças e partes -0,1 +3,8
10.Material de construção -1,8 -0,2

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644-7729; Reuters
Messaging: [email protected]))


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