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(Texto atualizado com mais informações)
Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira
RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 11 Mai (Reuters) – As vendas no
varejo do Brasil registraram melhor resultado para março em
cinco anos, encerrando o primeiro trimestre com ganhos, mas
ainda indicando oscilações no desempenho da economia no início
do ano.
As vendas varejistas subiram 0,3 por cento em março sobre o
mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, primeiro resultado
positivo para o mês desde 2013 (+0,5 por cento).
Com isso, o varejo terminou o primeiro trimestre de 2018 com
aumento de 0,7 por cento nas vendas sobre o quarto trimestre de
2017, quando houve estabilidade.
Entretanto, o início do ano foi marcado por irregularidade,
após queda mensal de 0,2 por cento em fevereiro e avanço de 0,9
por cento em janeiro.
"O varejo mantém um processo de volatilidade e isso tem a
ver com o ritmo lento e gradual da atividade econômica. O
comércio está no mesma velocidade da economia em geral",
explicou a economista do IBGE Isabella Nunes.
Na comparação anual, houve alta de 6,5 por cento nas vendas,
melhor resultado desde abril de 2014 (6,7 por cento) mas
impulsionado pelo fato de este ano a Páscoa ter caído em março,
contra abril em 2017.
As expectativas em pesquisa da Reuters eram de altas de 0,30
por cento na comparação mensal e de 5,50 por cento sobre um ano
antes.
O destaque no mês ficou por conta das vendas de combustíveis
e lubrificantes, que cresceram 1,4 por cento após quatro meses
de quedas.
Também registraram aumento nas vendas artigos farmacêuticos,
médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,1 por
cento); tecidos, vestuário e calçados e outros artigos de uso
pessoal e doméstico (ambos com 0,7 por cento); e móveis e
eletrodomésticos (0,1 por cento).
O varejo ampliado, que inclui veículos e material de
construção, mostrou alta de 1,1 por cento nas vendas, resultado
que se deveu ao aumento de 2,9 por cento em veículos e motos,
partes e peças.
O movimento de sobe e desce do varejo está em linha com uma
economia que vem mostrando dificuldades de mostrar desempenho
regular mesmo com inflação e juros baixos, uma vez que o
desemprego segue alto e limita o consumo num ano eleitoral
carregado de incertezas.
"O cenário para o consumo privado e as vendas varejistas
continua positivo, mas não exuberante. À frente, o setor de
varejo deve ser sustentado pela queda nos preços de alimentos e
na inflação, melhora do emprego e condições de crédito ao
consumidor gradualmente menos exigentes", avaliou o diretor de
pesquisa econômica do Goldman Sachs para América Latina, Alberto
Ramos.
O resultado soma-se ao da indústria, que terminou o primeiro
trimestre estagnada. Os dados mais fracos que o esperado e a
confiança abalada já levaram os economistas consultados na
pesquisa Focus do Banco Central a reduzirem suas expectativas de
crescimento econômico neste ano a 2,70 por cento, sobre 3 por
cento antes mais no início do ano. [nL1N1S31TR
Veja detalhes dos resultados do varejo (%):

Atividade Fevereiro Março
Comércio Varejista -0,2 +0,3
1.Combustíveis e lubrificantes -0,9 +1,4
2.Hipermercados, supermercados, -0,7 -1,1
produtos alimentícios, bebidas e fumo
3.Tecidos, vestuário e calçados -0,9 +0,7
4.Móveis e eletrodomésticos +1,5 +0,1
5.Artigos farmacêuticos e perfumaria +1,0 +1,1
6.Livros, jornais e papelaria +1,5 -1,2
7.Equipamentos, material para +2,8 -5,0
escritório e comunicação
8.Outros artigos de uso doméstico -0,7 +0,7
Comércio Varejista Ampliado +0,1 +1,1
9.Veículos, motos, peças e partes +3,0 +2,9
10.Material de construção +0,2 0,0

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(Edição de Patrícia Duarte)
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