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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

(Texto atualizado com mais informações)
Por Marta Nogueira
RIO DE JANEIRO, 4 Mai (Reuters) – As ações da mineradora
Vale assumiram a posição de maior peso na terceira
prévia da carteira teórica do Ibovespa, o que não ocorria desde
setembro de 2013, informou nesta sexta-feira a bolsa paulista
B3.
A conquista da liderança após quase seis anos ocorreu devido
a uma combinação da migração da Vale ao Novo Mercado, mais alto
nível de governança da B3, nova política de dividendos da
empresa e também da maior estabilidade dos preços das
commodities, disse à Reuters diretor de Relações com
Investidores da mineradora, André Figueiredo.
"A nova política de dividendos, mais agressiva, previsível e
fácil de quantificar, traz para a empresa um segmento de
investidores que a gente havia perdido nos últimos anos. São
fundos de dividendos que representam uma boa parcela de
investidores no mundo", disse Figueiredo, por meio de nota.
A nova política foi anunciada em março, com uma proposta de
ser, ao mesmo tempo, agressiva e sustentável por um longo
período de tempo, podendo ser aplicada em qualquer cenário de
preço, permitindo ainda, previsibilidade das datas de pagamentos
e do montante a ser distribuído.
A B3 informou nesta sexta-feira que a Vale atingiu 11,228
por cento da carteira, deixando o Itaú Unibanco PN em
segundo lugar, com 10,44 por cento, seguido pelos papéis PN do
Bradesco (7,734 por cento).
Analistas de mercado corroboram a afirmação de Figueiredo e
destacaram que a entrada no Novo Mercado abriu caminho para
investidores de diferentes perfis.
"A partir do momento em que você tem um ativo sendo
negociado nesse nível de maior governança, você ganha mais
liquidez", disse Rafael Passos, analista da Guide Investimentos,
destacando ainda medidas que estão sendo implementadas pela
empresa, em busca de pulverizar o controle e melhorar ainda mais
a sua governança.
"Lá fora você tem uma série de regulamentos (determinando)
que grande parte dos fundos não pode entrar em ativos que não
tenham um nível mínimo de governança. A partir do momento em que
ela entra no Novo Mercado, ela passa a deter esse benefício",
afirmou.
Em uma entrevista à Reuters no ano passado, o
diretor-executivo de Finanças e de Relações com Investidores da
mineradora, Luciano Siani, afirmou que a ascensão da Vale ao
Novo Mercado e as estratégias em busca de melhores resultados
permitiriam ampliar a base de acionistas, atingindo novos
perfis, como asiáticos e fundos mineração e metais.
Após a migração, o presidente da Vale, Fabio Schvartsman,
afirmou que a empresa já havia notado novos investidores.

A Vale já era um dos papeis mais líquidos da bolsa,
juntamente com Petrobras e bancos, de forma geral.
Mas a última vez que a Vale liderou a carteira foi na virada
de setembro a dezembro de 2013, quando obteve 8,287 por cento.
Em segundo lugar estava a Petrobras, com 7,617 por cento,
seguida pelo Itaú Unibanco PN , com 4,558 por cento.
A consultora de investimentos da GO Associados Luciana Nazar
explicou que, em 2013, a Vale teve um desempenho positivo,
apesar das adversidades do cenário econômico do ano. Segundo
ela, a empresa alcançou um bom desempenho em geração de caixa,
devido a boa performance de vendas e redução de custos.
"(Naquele ano), ela vendeu muito e ainda teve uma redução de
custos importante", completou Luciana Nazar.

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(Por Marta Nogueira; reportagem adicional de Flavia Bohone;
edição de Roberto Samora)
(([email protected]; +55 21 2223 7104; Reuters
Messaging: [email protected]))


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