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(Texto atualizado com mais informações)
SÃO PAULO, 22 Nov (Reuters) – A Usiminas mantém
intenção de reajustar em 25 por cento os preços de aços vendidos
para montadoras de veículos do Brasil em 2018 e espera concluir
as negociações na segunda quinzena de dezembro, afirmou o
presidente da companhia, Sergio Leite, a analistas e
investidores nesta quarta-feira.
"Estamos negociando com montadoras para trazer os preços
para ao mesmo patamar da distribuição", disse o presidente da
Usiminas.
Ele acrescentou que a Usiminas vê cenário de estabilidade de
preços nos próximos meses para os distribuidores de aço do país,
após reajustes de cerca de 30 por cento no acumulado deste ano.
As montadoras de veículos consomem cerca de 30 por cento da
produção da Usiminas e acertam contratos anuais de fornecimento
com a siderúrgica.
A produção de veículos do Brasil subiu 28,5 por cento de
janeiro a outubro sobre o mesmo período do ano passado, e a
expectativa citada por Leite é de crescimento para 2018.
A companhia segue trabalhando no orçamento para 2018 e por
isso não divulgou durante o encontro com analistas e
investidores projeção de investimento para o próximo ano. Para
2017, a expectativa é de aplicação de cerca de 200 milhões de
reais.
Segundo o executivo, se a economia brasileira apresentar um
crescimento acima de 2,5 por cento para o próximo ano, como está
sendo previsto pelo relatório Focus, do Banco Central, a
Usiminas poderá pensar em iniciar estudos para a reativação da
produção de aço na usina paulista de Cubatão. Porém Leite
afirmou que "nada deve acontecer antes de 2020".
A Usiminas desativou a produção de aço em Cubatão em 2016
com expectativa de manter apenas as atividades de laminação da
usina por pelo menos cinco anos.
A usina de Cubatão está laminando placas de aço compradas de
Ternium Brasil, antiga Companhia Siderúrgica do Atlântico, no
Rio de Janeiro, e da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), no
Ceará.
Leite afirmou que a Usiminas compra 100 mil toneladas de
placas da Ternium Brasil por mês e pelo menos 35 mil toneladas
da CSP por trimestre.
O executivo não deu detalhes sobre a rentabilidade da
operação de Cubatão, mas afirmou que a usina gerou lucro antes
de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) em todos
os meses deste ano.
Já a usina em Ipatinga (MG) deverá religar alto-forno 1 em
abril do próximo ano, o que permitirá à empresa adicionar
produção de 600 mil toneladas de placas por ano.
"Temos mais de 400 clientes e esperamos que todos eles
voltem a apresentar crescimento em 2018", disse Leite.
Questionado quando a Usiminas voltará a pagar dividendos aos
acionistas, o vice-presidente financeiro da siderúrgica, Ronald
Seckelmann, comentou que em 2018 não haverá pagamentos
relevantes e que a empresa espera retomar a distribuição de
lucro aos investidores em 2019.
Por enquanto, a prioridade é reduzir o custo da dívida que
empresa renegociou com bancos no final de agosto.
"Queremos sair dessa renegociação de dívida rápida. É uma
dívida cara, de três pontos acima do CDI", disse Seckelmann
durante o encontro com analistas e investidores.

(Por Alberto Alerigi Jr., edição de Roberto Samora)
(([email protected]; 551156447553; Reuters
Messaging: [email protected]))

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