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(Texto atualizado com mais informações)
Por Gabriela Mello
SÃO PAULO, 6 Dez (Reuters) – A Tenda espera
elevar em 25 por cento os gastos com aquisição de terrenos em
2018, enquanto os lançamentos devem crescer entre 10 e 15 por
cento no próximo ano, disseram nesta quarta-feira executivos da
construtora de imóveis econômicos.
"Ano que vem devem crescer 25 por cento, sem ultrapassar a
marca de 200 milhões de reais", disse Renan Sanches, diretor de
controladoria da Tenda, em encontro com analistas e investidores
na sede da B3, em São Paulo. O desembolso da companhia com novas
áreas neste ano deve ficar em torno de 100 milhões a 130 milhões
de reais, enquanto os lançamentos devem chegar a 1,6 bilhão de
reais, com crescimento de 20 por cento em relação ao ano
passado.
De acordo com Sanches, o aumento dos gastos para expansão do
estoque de terrenos não deve comprometer a geração positiva de
caixa da empresa, devido aos ganhos de produtividade no repasse
dos imóveis.
Para 2018, a construtora espera iniciar operações em uma
nova localidade. "Temos duas operações em análise e gostaríamos
de escolher uma delas para iniciar já no ano que vem", disse o
diretor-presidente da empresa, Rodrigo Osmo. Atualmente, a Tenda
opera em seis localidades: Belo Horizonte, São Paulo, Recife,
Salvador, Porto Alegre e Curitiba. A operação na capital
paranaense foi inaugurada em outubro deste ano.
Osmo informou, ainda, que o processo de contratação de um
diretor de finanças está em andamento e a companhia espera
anunciar um nome ainda no primeiro trimestre de 2018.
Além disso, o novo plano de remuneração dos executivos está
sendo discutido e também deve ser divulgado até março do ano que
vem. Entre as métricas mais importantes a serem levadas em
consideração, Osmo destacou as despesas gerais e
administrativas, geração de caixa, entrega e repasse de unidades
e o lucro. "Lançamentos e vendas não vão ser métricas", afirmou.

MINHA CASA MINHA VIDA
A Tenda considera improvável que o governo federal suspenda
a faixa 1.5 do programa de habitação popular Minha Casa Minha
Vida (MCMV) no ano que vem, mas já vem se preparando para um
cenário pior em função do ajuste fiscal, com restrição da
disponibilidade de recursos da Caixa Econômica Federal e do FGTS
para o financiamento imobiliário.
"A faixa 1.5 é onerosa para o FGTS do ponto de vista de
subsídio Nos preparamos para um cenário em que a faixa 1.5
deixe de existir, embora seja improvável", afirmou o presidente
da Tenda. Em 2017, a faixa 1.5 respondeu por cerca de 40 por
cento das vendas.
Osmo disse que, caso essa modalidade seja extinta, a Tenda
concentrará as operações na faixa 2 do MCMV, o que pode reduzir
a velocidade das vendas. "A capacidade de financiamento do
cliente é menor e teremos que fazer concessões de preço", disse.
O executivo avalia que a política pública correta seria
reduzir a faixa 1, que consome 70 mil a 80 mil reais em
subsídios por unidade e atende integralmente a famílias com até
dois salarios mínimos, e aumentar a 1.5 ao máximo possível.
"A faixa 1.5 consome só 4 mil reais em subsídio e permitiu
ao governo federal atingir famílias de até dois salaries mínimos
dentro de regiões metropolitanas", explicou Osmo, acrescentando
que os empreendimentos da faixa 1 normalmente se concentram em
áreas rurais com pouca infraestrutura e menos acesso.

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CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Questionado sobre os esforços da Caixa Econômica Federal
para adequação ao índice de Basileia e a possível redução do
financiamento do banco estatal para as construtoras, ele
ressaltou que a Tenda calcula que terá que consumir mais de 200
milhões de reais do próprio caixa, incluindo neste cálculo 70
milhões de reais que a Caixa deixaria de emprestar para a
construtora.
Osmo ressaltou que a estratégia de elevar entre 10 e 15 por
cento os lançamentos no próximo ano já leva em conta a extinção
da faixa 1.5 do MCMV e a escassez de financiamento à produção
pela Caixa.

(Edição de Raquel Stenzel)
(([email protected]; +55 11 56447719; Reuters
Messaging: [email protected]))


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