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(Texto reescrito com declarações e mais informações)
Por Eduardo Simões e Tatiana Bautzer
SÃO PAULO, 14 Mar (Reuters) – O presidente Michel Temer
afirmou nesta quarta-feira que o Brasil deve ter cuidado na
maneira como vai enfrentar a taxação sobre aço e alumínio
imposta pelos Estados Unidos, devido à importante relação entre
os dois países, mas ressaltou que se não houver uma solução em
breve o país entrará com uma representação na Organização
Mundial do Comércio (OMC).
"Temos que tratar com muito cuidado estas relações com os
Estados Unidos, até porque nosso primeiro parceiro comercial é a
China, mas logo sequencialmente nosso maior parceiro comercial
são os Estados Unidos”, disse Temer ao ser questionado pelo
presidente-executivo do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab,
na abertura da versão latino-americana do evento, em São Paulo.
“Estivemos agora, dois, três dias atrás, com o presidente da
Organização Mundial do Comércio, o embaixador Roberto Azevêdo, e
ajustamos mais ou menos o seguinte: que nós, na sequência, vamos
formular, se não houver uma solução, digamos assim, amigável
muito rápida, vamos formular uma representação à Organização
Mundial do Comércio", acrescentou o presidente.
"Mas não unilateralmente, não apenas o Brasil, mas com todos
os países que tiveram prejuízo em função dessa medida tomada.
Naturalmente, essa conjugação coletiva dos países dará mais
força a essa representação.”
O governo dos EUA impôs na semana passada tarifas de 25 por
cento sobre importações de aço e 10 por cento sobre importações
de alumínio.
Temer disse que está havendo uma coordenação de empresas
brasileira exportadoras de aço para os EUA com parceiras
norte-americanas para um trabalho junto ao Congresso daquele
país sobre essa questão.
“(Estamos) conectando as empresas brasileiras fornecedoras
do aço para os Estados Unidos com as empresas americanas que
recebem esse aço… em conjunto poderão trabalhar junto ao
Congresso americano, o Congresso americano é muito forte lá nos
Estados Unidos, evidentemente, para tentar modificar esta
fórmula”, disse Temer, informando ainda que vai telefonar para o
presidente norte-americano, Donald Trump, para discutir o
assunto.
Temer defendeu a abertura plena dos mercados e salientou que
um longamente aguardado acordo comercial entre o Mercosul e a
União Europeia está na fase final. Além disso, afirmou que estão
sendo negociados acordos com o Canadá e outros países.

PREVIDÊNCIA E BOLSA FAMÍLIA
Sobre o cenário interno, o presidente admitiu que chegou um
momento em que percebeu que não seria possível votar a reforma
da Previdência agora, mas ressaltou que o tema segue na agenda
política do país, ainda que tenha saído temporariamente da pauta
legislativa.
Temer reafirmou que se as condições da segurança pública
melhorarem até o fim do ano a ponto de encerrar a intervenção
federal na área do Estado do Rio de Janeiro, haverá um esforço
para se votar a reforma da Previdência a partir de outubro.
O presidente aproveitou também para dizer que os valores
distribuídos por meio do Bolsa Família deverão ser reajustados
em breve. Ele voltou a defender que se busque dar condições para
que as famílias deixem de depender desses recursos.
Como em outros discursos, Temer listou os feitos de seu
governo, destacando que assumiu com o país em recessão, mas
conseguiu produzir efeitos "extraordinários".
A uma plateia de empresários e investidores, o presidente
disse que recuperou o Brasil e agora há muito otimismo com o
país.

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(Texto de Alexandre Caverni
Edição de Pedro Fonseca)
(([email protected]; 5511 56447702; Reuters
Messenger: [email protected]))


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