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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

(Texto atualizado com declarações e mais informações)
Por Eduardo Simões
SÃO PAULO, 13 Mar (Reuters) – O presidente Michel Temer
disse nesta terça-feira que seu governo irá apresentar uma
solução que permita a derrubada do veto do Refis das pequenas
empresas sem incorrer em crime de responsabilidade.
Em evento na Associação Comercial de São Paulo, Temer disse
que os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira
(Planejamento) têm trabalhado nessa solução e que em breve ela
será apresentada aos empresários.
"Agora está sob exame o veto que foi aposto. Vou até dar uma
notícia ao Afif, ontem a noite eu chamei o Meirelles, chamei o
Rachid (secretário da Receita Federal), chamei o Dyogo e nós
temos uma solução que será levada a você", disse, dirigindo-se
ao presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, um forte
defensor do projeto.
"Talvez tenhamos uma solução para que o Poder Executivo, o
presidente da República não sofra acusação de crime de
responsabilidade e, ao mesmo tempo, nós possamos acolher o veto.
Portanto, o governo iria ao Congresso pelos seus líderes e
diria: 'o governo apoia a queda do veto e agora nós resolvemos
este assunto'", acrescentou.
Em janeiro, Temer vetou integralmente o projeto que permite
o parcelamento das dívidas das pequenas e micro empresas sob a
alegação de que a proposta fere a Lei de Responsabilidade
Fiscal.

LITURGIA
Ao defender a reforma da Previdência –fora da pauta do
Congresso desde a intervenção federal na área de segurança
pública do Estado do Rio de Janeiro–, Temer disse que faz
questão de apontar o dedo para os interesses contrariados e
disse que não aceitará mais o que chamou de ataques à sua moral
e o desrespeito à hierarquia.
"Olha, meus amigos, eu vou dizer a vocês… a guerra que eu
pessoalmente recebi em razão dos setores interessados nisso. Eu
denuncio, eu aviso, eu aponto o dedo", disse Temer. "Porque hoje
tem que apontar o dedo. Se você não fizer isso, você não
reinstitucionaliza o país", acrescentou.
"E o país perdeu inteiramente a ideia de liturgia, a ideia
de autoridade, a ideia de uma certa hierarquia,
responsabilidade", continuou. "Eu tenho a honra de ser
presidente da República, acho que fizemos muito pelo país, mas
confesso a vocês que ao chegar lá, essas questões destrutivas,
essas questões daqueles privilegiados, tentaram degradar-me
moralmente. Eu tenho dito com muita frequência que não vou mais
tolerar isso."
Os comentários do presidente ocorrem em meio a um embate com
o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal
(STF), relator do chamado inquérito dos portos, no qual o
presidente é investigado pela suspeita de ter recebido propina
em troca da edição de um decreto.
Nesta tarde, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos
Marun, repetiu que Barroso tem usurpado prerrogativas do
presidente e disse que está avaliando a possibilidade de entrar
com um pedido de impeachment do ministro do Supremo junto ao
Senado.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

JUROS
Num longo discurso, em que discorreu sobre medidas adotadas
e resultados positivos na economia, Temer disse também ser
possível que a taxa básica de juros continue a ser reduzida até
atingir o que chamou de "patamar razoável".
A taxa básica de juros Selic está atualmente em 6,75 por
cento ao ano e a expectativa do mercado é de que seja reduzida a
6,50 por cento na reunião do Comitê de Política Monetária
(Copom) da próxima semana.

(Edição de Alexandre Caverni)
(([email protected]; 55-11-56447702; Reuters
Messaging: [email protected]))


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