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(Texto atualizado com mais informações)
Por Ricardo Brito
BRASÍLIA, 16 Jan (Reuters) – O presidente Michel Temer
determinou o afastamento de quatro dos 12 vice-presidentes da
Caixa Econômica Federal, por 15 dias, para que apresentem
defesas sobre denúncias feitas pelo Ministério Público Federal
(MPF), informou o Palácio do Planalto em nota nesta terça-feira.
A decisão ocorreu após reunião do presidente do Banco
Central, Ilan Goldfajn, com o presidente da Caixa CAIXA.UL ,
Gilberto Occhi, mais cedo nesta terça-feira. Segundo fonte
ouvida pela Reuters, o próprio BC pediu a destituição de
vice-presidentes do banco estatal. urn:newsml:reuters.com:*:nL1N1PB1CL
Quatro dos 12 vice-presidentes da Caixa, além de Occhi,
estão sendo investigados pela Polícia Federal e pelo Ministério
Público. O pedido de afastamento dos dirigentes foi feito em
dezembro e assinado pelas forças-tarefas das operações
Greenfield, Cui Bono e Sépsis -as duas últimas derivadas da
primeira.
Os vice-presidentes citados nas investigações são Deusdina
Pereira, de Fundos e Loterias; Roberto Derziê de Santana, de
Governo; Antonio Carlos Ferreira, Corporativo; e José Henrique
Marques da Crus, de Clientes, Negócios e Transformação Digital.
Até semana passada, Temer vinha se recusando a afastar
executivos do banco. urn:newsml:reuters.com:*:nL1N1P30XF
O diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Paulo
Sérgio Neves de Souza, enviou na quarta-feira passada um ofício
à presidente do Conselho de Administração da Caixa, a secretária
do Tesouro, Ana Paula Vescovi, em que recomendou o afastamento
de vice-presidentes do banco após uma apuração independente e
outra feita pelo MPF terem descoberto uma série de
irregularidades em procedimento internos da instituição, segundo
documentos de um processo judicial a que a Reuters teve acesso.
No documento, de três páginas, o diretor do BC menciona que
o relatório independente -redigido pelo escritório de advocacia
Pinheiro Neto- e notícias da imprensa mencionaram fatos
"desabonadores" em relação aos vice-presidentes da Caixa.
O texto cita ainda que a legislação determina que o
presidente e diretores de instituições financeiras públicas
federais, como a Caixa, "deverão ser pessoas de reputação
ilibada e notória capacidade".
O ofício destaca ainda que, conforme o Conselho Monetário
Nacional (CMN), há "rigorosas condições" a serem observadas pelo
BC na aprovação de nomes para o exercício de cargos em
instituições públicas.
Essa recomendação do BC é semelhante ao ofício encaminhado
pelo MPF em Brasília a Temer em que reforçou nesta terça-feira
comunicação para que ele destitua vice-presidentes da Caixa sob
pena de ele próprio ser responsabilizado na Justiça.
urn:newsml:reuters.com:*:nL1N1PB1AE
Os procuradores da República afirmam que o prazo final para
acolhimento da sugestão –de trocar os vices e escolher novos
por processo seletivo idôneo– é o dia 26 de fevereiro e que, se
isso não ocorrer, poderá haver implicações a Temer.
Procurada, a Caixa não se manifestou sobre o assunto.

(Por Ricardo Brito, com reportagem adicional de Aluísio Alves,
em São Paulo, e Lisandra Paraguassu e Marcela Ayres, em
Brasília; Edição de Alberto Alerigi e Maria Pia Palermo)
(([email protected]; 5511-5644-7753; Reuters
Messaging: [email protected]))

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