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(Texto atualizado com mais informações)
SÃO PAULO, 10 Nov (Reuters) – A Suzano Papel e Celulose
deve decidir no primeiro trimestre de 2018 se
investirá em nova capacidade de produção de celulose no Brasil,
processo de escolha que envolve ou ampliação de instalações
atuais ou a construção de uma nova fábrica, disse nesta
sexta-feira o presidente da companhia, Walter Schalka.
Falando a investidores e jornalistas durante evento que
marcou migração da companhia para o segmento Novo Mercado da B3,
Schalka disse os estudos sobre aumento de capacidade não
eliminam a alternativa de aquisição de ativos no setor, opção
preferencial da Suzano para redução da volatilidade dos preços
da celulose e geração de valor a acionistas. Mas Schalka evitou
comentar quando uma aquisição poderia ocorrer.
A avaliação de aumento de capacidade ocorre num momento de
alta nos preços do produto, algo que deve se prolongar nos
próximos anos, disse o executivo. Segundo ele, atualmente os
estoques de celulose em portos da China estão no nível mais
baixo já registrado, o que tem repercutido em outros mercados e
incentivado a empresa a abrir negociações para reduzir descontos
oferecidos a clientes, incluindo na Europa e América do Norte.
"Os estoques por lá (China) estavam em 230 mil toneladas em
31 de outubro, pela primeira vez estou vendo a possibilidade de
haver no mercado (global) um evento de zero estoque", disse
Schalka, acrescentando que a demanda da China pelo insumo usado
na produção de papel é de 800 mil a 900 mil toneladas por mês.
Hoje a capacidade de produção de celulose da empresa é de
4,5 milhões de toneladas por ano, das quais cerca de 1 milhão
são usadas na produção de papel e outros produtos.
Uma nova fábrica pode levar até dois anos para ser
construída e, segundo dados da companhia, o investimento
necessário para uma nova unidade é de 1.500 dólares por tonelada
de capacidade instalada. Já uma ampliação de instalação
existente consome 1.200 dólares por tonelada acrescentada.
Durante apresentação aos analistas do setor, Schalka
ressaltou que a Suzano só irá adiante com os planos de ampliação
de capacidade se entender que os investimentos poderão
apresentar um retorno adequado ao capital empregado.
Questionado se a Suzano já tem um local para uma eventual
nova fábrica que possa produzir retorno adequado de capital,
Schalka respondeu que "sim" e comentou que a empresa atingiu
maturidade florestal para uma nova unidade, mas não deu detalhe.
Em 2013, a companhia chegou a suspender planos de construção
de uma nova fábrica em Piauí, em meio a desconforto com seus
níveis de endividamento na época, de mais de 4 vezes dívida
líquida sobre Ebitda. No terceiro trimestre, a alavancagem da
empresa caiu para 2,3 vezes.
Enquanto não se decide sobre se amplia capacidade de
celulose e aproveita o cenário de escassez de oferta, a Suzano
tem investido em outras áreas, incluindo a entrada no mercado de
consumo com papéis sanitários, que será no primeiro trimestre de
2018 nas regiões Norte e Nordeste do país. Schalka disse que se
a Suzano comprar ativos no curto prazo, serão na área de papel
tissue. "Vamos avaliar alternativas de aquisição no Brasil."
Já a área de papel de imprimir e escrever e a única que pode
marcar uma aquisição da Suzano fora do Brasil. Schalka afirmou
que em termos de ordem de preferência a empresa optaria por
aquisições primeiro na América Latina, depois na Europa e nos
Estados Unidos. Ele também não deu detalhes, mas comentou que os
ativos que seriam alvo da empresa precisariam ter capacidade de
se integrarem à produção de celulose da companhia, "para
alavancar vantagens competitivas".

(Por Alberto Alerigi Jr.; Edição de Raquel Stenzel e Aluísio
Alves)
(([email protected]; +55 11 56447719; Reuters
Messaging: [email protected]))

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