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(Texto atualizado com mais informações)
SÃO PAULO, 5 Dez (Reuters) – O cenário de taxas de juros
mais baixas e a consequente pressão sobre os ganhos financeiros
das seguradoras devem levá-las a serem menos agressivas em
preços de apólices em 2018, disse nesta terça-feira o
presidente-executivo da SulAmérica , Gabriel
Portella.
"Os preços de seguros devem ser mais adequados", afirmou
Portella durante encontro com jornalistas.
O comentário ilustra a política comercial que as seguradoras
planejam praticar para reagir à pressão simultânea sobre as
receitas operacionais, diante do fraqueza da economia, e
financeiras, com o juro básico caindo para mínimas históricas.
Segundo Portella, a expectativa de maior expansão econômica
do país indica que o resultado operacional das seguradoras deve
compensar a queda nas receitas financeiras em 2018.
Em setembro, a Confederação das Seguradoras (CNseg) reduziu
a projeção de alta do faturamento do setor em 2017, para 6,9 a
7,5 por cento sobre 2016, ante estimativa anterior de 8 a 10,5
por cento. No ano passado, a alta tinha sido de 9,5 por
cento.
A BB Seguridade , do Banco do Brasil ,
reduziu cedo neste ano a previsão de lucro para 2017, diante da
expectativa de menos emissões de seguros e menores receitas
financeiras, além de maiores despesas com sinistros,
especialmente em segmentos como automotivo e saúde.

Especialistas do mercado segurador têm dito que esse cenário
pode fazer as seguradoras praticarem preços maiores nas
renovações de apólices.
No terceiro trimestre, a administradora de planos de saúde
coletivos Qualicorp , por exemplo, conseguiu elevar o
lucro líquido na comparação anual, uma vez que aumentou preços
dos planos para compensar a queda na base de
clientes.
No caso da SulAmérica, as receitas em planos de saúde
cresceram, mas as de automóveis caíram, assim como as receitas
financeiras. A companhia, no entanto, conseguiu suas despesas
com sinistralidade.
Para executivos da empresa, o cenário para 2018 é mais
promissor para o desempenho operacional da companhia, tanto em
seguros quanto em administração de recursos e previdência
privada, dada a tendência de procura por ativos de risco e o
esforço do governo federal para reformar a previdência pública.
"Calculamos que a reforma previdenciária possa criar um
mercado potencial de mais um milhão de clientes para produtos de
previdência complementar", disse o vice-presidente de
Investimentos, Vida e Previdência da SulAmérica, Marcelo Mello.

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(Por Aluísio Alves; Edição de Gabriela Mello; MPP)
(([email protected]; 551156447553; Reuters
Messaging: [email protected]))


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