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(Texto atualizado com mais informações)
(.)
Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira
RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 15 Mai (Reuters) – O setor de
serviços do Brasil recuou menos que o esperado em março,
fechando o primeiro trimestre no vermelho, em mais um sinal de
fraqueza da economia brasileira no início deste ano.
Em março, o volume do setor caiu 0,2 por cento em relação a
fevereiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) nesta terça-feira, contra expectativa de
recuo de 0,5 por cento de analistas consultados pela Reuters.
Com isso, o setor de serviços encolheu 0,9 por cento no
trimestre passado sobre o período imediatamente anterior. No
quarto trimestre de 2017, a atividade havia crescido 0,5 por
cento.
Em relação a um ano antes, o volume de serviços em março
caiu 0,8 por cento, também menor do que mostrou pesquisa
Reuters, de queda de 1,5 por cento.
A fraqueza no desempenho do setor de serviços acompanha o
comportamento da economia como um todo, em que a indústria e o
varejo também vêm apresentando fraqueza diante do desemprego
ainda elevado e baixa confiança dos agentes econômicos no país.
"Houve clara desaceleração do quarto para o primeiro
trimestre em razão de segmentos como serviços prestados às
famílias, serviços de informação e serviços profissionais",
explicou o gerente do IBGE Rodrigo Lobo. "No caso dos serviços
prestados às famílias, há um efeito de uma demanda menor por
conta do mercado de trabalho e o serviço mais prejudicado é
restaurantes", acrescentou.
Em março, o desempenho da atividade de serviços
profissionais, administrativos e complementares exerceu o maior
peso, com recuo de 1,8 por cento sobre fevereiro. Também
encolheram os segmentos de transportes, serviços auxiliares aos
transportes e correio (-0,8 por cento) e outros serviços (-0,4
por cento).
Serviços de informação e comunicação e serviços prestados às
famílias foram as atividades que cresceram, 2,3 e 2,1 por cento,
respectivamente.
As atividades turísticas mostraram avanço de 2,0 por cento
em relação a fevereiro.
Apesar da inflação e dos juros permanecerem em patamares
baixos, o consumo permanece contido diante de incertezas tanto
econômicas quanto políticas, o que vem afetando a confiança de
forma generalizada no país.
"A menor dinâmica da economia não deixa os serviços
engrenarem recuperação. Se por um lado a queda dos juros ajuda
no consumo, por outro afeta a receita dos serviços financeiros.
O segmento tem ameaças de crescimento, mas fica só na ameaça",
completou Lobo.
Veja o desempenho do setor de serviços na variação mensal
(%):
Atividade Fevereiro Março
Serviços 0,0 -0,2
1.Serviços prestados à família -0,8 +2,1
1.1.Serviços de alojamento e -0,7 +2,3
alimentação
1.2.Outros serviços prestados à -1,3 +1,1
família
2.Serviços de informação e -0,9 +2,3
comunicação
2.1.Serviços de TI e comunicação -0,6 +3,8
2.2.Serviços audiovisuais, de -0,4 -4,5
edição e agências de notícias
3.Serviços profissionais, +1,8 -1,8
administrativos e complementares
3.1.Serviços técnico-profissionais +1,7 -3,2
3.2.Serviços administrativos e +1,3 -1,5
complementares
4.Transportes, serviços auxiliares -0,2 -0,8
e correios
4.1.Transporte terrestre -1,6 -0,9
4.2.Transporte aquaviário -2,7 -5,9
4.3.Transporte aéreo -11,3 +4,7
4.4.Armazenagem, serviços +0,8 -1,2
auxiliares e correios
5.Outros serviços -0,7 -0,4

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644-7729; Reuters
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