Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

(Texto atualizado com mais informações)
Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira
RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 14 Jun (Reuters) – O setor de
serviços iniciou o segundo trimestre com crescendo pela primeira
vez no ano e acima do esperado, impulsionado principalmente
pelos transportes e atividades profissionais, alento que tende a
perder força devido à greve dos caminhoneiros em maio e que
impactou negativamente a economia.
Em abril, o volume de serviços avançou 1 por cento na
comparação com março, informou o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.
O resultado ficou acima da expectativa em pesquisa da
Reuters com analistas, de alta de 0,7 por cento, após queda de
1,8 por cento em janeiro, estabilidade em fevereiro e recuo de
0,2 por cento em março.
Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve
alta de 2,2 por cento em abril, em linha com a expectativa de
avanço 2,1 por cento.
"O setor de transportes tem mostrado crescimento nos últimos
meses e vai ser impactado em maio (pela greve dos
caminhoneiros). Se esse impacto for mais forte, o crescimento
desse mês pode ser anulado", afirmou gerente de pesquisa do
IBGE, Rodrigo Lobo, acrescentando que transporte reponde por 30
por cento do setor de serviços, o segundo mais pesado, atrás
apenas de comunicação.
Em abril, quatro das cinco atividades pesquisadas mostraram
crescimento. Os destaques ficaram para a alta de 1,2 por cento
em transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio,
impulsionada principalmente pelo transporte aéreo, e para o
avanço de 1,7 por cento em serviços profissionais,
administrativos e complementares.
Por 11 dias em maio, os caminhoneiros fizeram uma greve
contra os elevados preços do diesel, causando desabastecimento
em todo o país.
Somente serviços de informação e comunicação apresentou
retração no mês, de 1,1 por cento. Já as atividades turísticas
mostraram aumento de 3,3 por cento em abril.
O setor de serviços foi um dos mais afetados pela recessão
enfrentada pelo país e vem mostrando dificuldades de recuperação
mesmo com a inflação e os juros baixos. No primeiro trimestre, o
crescimento dos serviços foi de apenas 0,1 por cento sobre os
três meses anteriores, segundo dados do Produto Interno Bruto,
limitado pelo desemprego ainda elevado.
O cenário no Brasil é de confiança abalada, em um ano de
eleição para presidente marcada por incertezas, economia
instável, desemprego elevado e, mais recentemente, a greve de
caminhoneiros que trouxe desabastecimento de forma generalizada.
As projeções para o crescimento da economia deste ano vêm
sendo reduzidas por analistas e a pesquisa Focus realizada
semanalmente pelo Banco Central aponta agora expectativa de 1,94
por cento de expansão do Produto Interno Bruto
(PIB).
Veja o desempenho do setor de serviços na variação mensal
(%):

Atividade Março Abril
Serviços -0,2 +1,0
1.Serviços prestados à família +2,8 +1,5
1.1.Serviços de alojamento e +2,6 +1,6
alimentação
1.2.Outros serviços prestados à +1,0 0,0
família
2.Serviços de informação e +2,2 -1,1
comunicação
2.1.Serviços de TI e comunicação +3,6 -2,0
2.2.Serviços audiovisuais, de -5,0 +4,4
edição e agências de notícias
3.Serviços profissionais, -1,6 +1,7
administrativos e complementares
3.1.Serviços técnico-profissionais -3,8 +5,2
3.2.Serviços administrativos e -1,6 +1,1
complementares
4.Transportes, serviços auxiliares -0,6 +1,2
e correios
4.1.Transporte terrestre -2,0 +4,4
4.2.Transporte aquaviário -5,0 +4,9
4.3.Transporte aéreo +6,7 +10,7
4.4.Armazenagem, serviços -2,0 +1,3
auxiliares e correios
5.Outros serviços -0,2 +0,7

MetaTrader 300×250

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644-7729; Reuters
Messaging: [email protected]))


Assuntos desta notícia

Join the Conversation