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(Texto reescrito e atualizado com mais informações)
Por José Roberto Gomes
SÃO PAULO, 13 Nov (Reuters) – A Raízen Energia, joint
venture entre Cosan e Shell , planeja
incorporar aos poucos a capacidade de moagem de cana das duas
usinas da Tonon Bioenergia, adquiridas neste ano, em um processo
que deve se estender pela próxima safra, afirmaram nesta
segunda-feira executivos da Cosan em teleconferência com
analistas e investidores.
A oferta pelas duas unidades (Santa Cândida e Paraíso), no
valor de 823 milhões de reais, foi feita pela Raízen em junho, e
a aquisição foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa
Econômica (Cade) em agosto.
"Devemos, gradualmente, crescer a moagem dentro das novas
unidades da Tonon, que têm capacidade de moer 5 milhões de
toneladas (por temporada). Queremos capturar eficiência ao longo
da próxima safra", afirmou o diretor de Relações com
Investidores da Cosan, Guilherme Machado.
O próximo ciclo, o 2018/19, inicia-se no centro-sul do
Brasil em abril do que vem.
"Estamos no início desse processo de trazer a moagem dessas
unidades para dentro da nossa operação como um todo",
acrescentou.
A unidade Santa Cândida, em Bocaina (SP), possui capacidade
de moagem de cana-de-açúcar de aproximadamente 3,2 milhões de
toneladas por safra.
A usina tem capacidade de produção de 123 milhões de litros
de etanol ao ano e de 221 mil toneladas de açúcar, segundo
informação do website da Tonon, empresa em recuperação judicial.
Já a Paraíso, em Brotas (SP), tem capacidade de moagem de
2,5 milhões de toneladas por safra e pode produzir 91 milhões de
litros de etanol por safra, assim como 140 mil toneladas de
açúcar.
Atualmente, a Raízen é o maior grupo sucroenergético do
mundo, com outras 24 usinas e capacidade para moer quase 70
milhões de toneladas de cana por safra.
Para atual temporada, a Raízen pode processar até 63 milhões
de toneladas.

ARGENTINA
Os executivos da Cosan também comentaram brevemente sobre o
interesse da Raízen Combustíveis em ativos da Shell na
Argentina.
"O processo na Argentina está sob confidencialidade… Mas
estamos bastantes empolgados com a aquisição desses ativos.
Estamos em um compasso de espera no timing do vendedor", afirmou
o presidente-executivo da Cosan, Mario Silva.
A proposta vinculante para adquirir o negócio de refino,
distribuição de combustíveis e lubrificantes da Shell na
Argentina foi submetida em setembro.

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(Edição de Roberto Samora)
(([email protected]; 55 11 5644 7762; Reuters
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