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(Texto atualizado com mais informações)
SÃO PAULO, 26 Mai (Reuters) – A paralisação dos
caminhoneiros contra a alta do diesel entrou no sexto dia neste
sábado e o governo vai começar a aplicar multas de 100 mil reais
por hora parada para as transportadoras que não voltarem à
atividade após o recente acordo.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, quase 600 pontos
de bloqueios de estradas ainda estavam ativos na manhã desta
sábado, em sua maioria parciais e sem prejuízo à livre
circulação.
O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse
nesta sábado que o governo tem convicção da existência de
locaute, quando empresários impedem funcionários de trabalharem,
no movimento dos caminhoneiros e que a Polícia Federal já tem
pedidos de prisão após inquéritos neste sentido.
Os ministros do Gabinete de Acompanhamento da Normalização
do Abastecimento se reuniram na manhã deste sábado com
presidente Michel Temer, um dia após Temer determinar o uso de
forças federais para desobstruir rodovias, afirmando que os
manifestantes "não têm o direito" de parar o país. Segundo
Marun, os ministros do Gabinete vão se reunir novamente durante
a tarde deste sábado.
Marun disse ainda que o governo determinou a aplicação de
multa em caminhões com insumos de saúde que estejam parados
aderindo ao movimento.
A Polícia Rodoviária Federal disse está mantendo corredores
para a circulação de cargas sensíveis, transporte de animais,
gêneros alimentícios, equipamentos essenciais, combustíveis,
entre outros produtos, além de prestação de apoio aos
manifestantes durante as desmobilizações no intuito de garantir
a segurança de todos os usuários das rodovias federais. Da meia
noite de sexta-feira até as 11h30 deste sábado, foram
registrados 544 pontos desbloqueados, segundo a PRF.
Entre os bloqueios ainda ativos estava o acesso ao Porto de
Santos, em São Paulo, tanto na margem esquerda, pela rodovia
Cônego Domênico Rangoni, sentido Guarujá, quanto na margem
direita, pela rodovia Anchieta, na chegada a Santos, de acordo
com a concessionária Ecovias.
A manutenção da paralisação de caminhoneiros ocorre diante
da rejeição de alguns manifestantes ao que foi proposto pelo
governo, que acredita ter solucionado a questão após anunciar um
acordo quinta-feira com a categoria.
"O acordo é o estabelecimento de trégua da paralisação do
movimento… e nós renovamos o apelo aos transportadores e
caminhoneiros no sentido de que retomem a sua atividade e
cumpram a sua missão de bem abastecer a população brasileira",
disse Marun.
Segundo o ministro, a proposta apresentada pelo governo é
positiva e abre espaço para negociações posteriores. Na noite de
quinta-feira, governo e representantes de caminhoneiros chegaram
a um acordo para suspender por pelo menos 15 dias a greve, com o
governo garantindo a subvenção do preço do diesel e reajustes a
serem realizados apenas a cada 30 dias.
A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), uma das
principais associações responsáveis pelo movimento, pediu na
véspera que os manifestantes retirem interdições nas rodovias,
mas mantenham manifestações pacífica.
O presidente da Confederação Nacional dos Transportadores
Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, reforçou neste sábado o
posicionamento de apoio à categoria e disse que segue
monitorando a situação reunido com líderes, representantes das
federações e sindicatos. Até o momento não houve pedido por
parte dele para encerrar a paralisação.
Na cidade do Rio de Janeiro, menos de 5 por cento dos postos
ainda tinham combustível nesta manhã, com alguns desses
limitando a venda por carro. A prefeitura está cogitando
decretar ponto facultativo a partir de terça-feira caso a greve
não termine. A cidade tem estoque de meranda escolar até
segunda-feira, disse o prefeito Marcelo Crivela, acrescentando
que a prioridade é o atendimento de hospitais e postos de saúde.

Veículos de abastecimento que saíram da Refinaria Duque de
Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, nas últimas horas estão sendo
destinados para atender serviços essenciais. Na capital
fluminense, os ônibus estão operando com cerca de um terço da
frota.
Na manhã desse sábado havia pelo menos 12 pontos de
manifestações em estradas do Rio de Janeiro, inclusive na porta
Reduc e imediações. Ali estão a Refinaria da Petrobras e pólos
de distribuição de combustíveis.

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AEROPORTOS
Dos 44 aeroportos administrados pela Infraero, 12 estavam
sem querosene de aviação no início da tarde deste sábado.
Além disso, o aeroporto de Brasília, que não é administrado
pela Infraero, recebeu no início da tarde quatro caminhões com
combustível com cerca de 240 mil litros de querosene de aviação,
após ter ficado mais de 24 horas sem combustível.
No entanto, enquanto os caminhões são averiguados e aguardam
o início do bombeio, as medidas seguem as mesmas e valem até a
chegada de novos veículos. Ou seja, somente pousarão no
aeroporto aeronaves com capacidade para decolar sem a
necessidade de abastecimento no Terminal brasiliense, enquanto
aviões que pousarem e que necessitem de abastecimento ficarão em
solo.
Marun disse que há situações graves de desabastecimento de
alguns aeroportos, incluindo o de Brasília, embora o governo
tenha o objetivo de normalizar a situação de importantes
aeroportos ainda neste sábado.

(Por Flavia Bohone, reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier,
no Rio de Janeiro, e Lisandra Paraguassu, em Brasília
Edição de Raquel Stenzel)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


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