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(Texto reescrito e atualizado com mais informações e contexto)
RIO DE JANEIRO, 19 Jan (Reuters) – A produção de derivados
de petróleo no Brasil em 2017 caiu 4,5 por cento ante o ano
anterior, enquanto as importações de produtos derivados foram as
maiores desde pelo menos o ano 2000, apontaram dados oficiais
publicados nesta sexta-feira.
O movimento ocorre após a Petrobras , que tem
quase 100 por cento da capacidade de refino do Brasil, abrir
espaço para a concorrência durante o ano, depois de adotar uma
política de preços que segue a lógica do mercado internacional,
em outubro de 2016, em busca de rentabilidade.
No ano passado, as refinarias brasileiras produziram 665,721
milhões de barris, ante 697,381 milhões de barris em 2016,
apontaram dados Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP) nesta sexta-feira.
A queda foi puxada principalmente pela produção de diesel
–principal combustível consumido no país–, que caiu em 10,6
por cento em 2017 ante o ano anterior, para 255,248 milhões de
barris.
A queda no refino do país ocorreu enquanto houve uma ampla
importação de derivados do petróleo por concorrentes da
Petrobras, segundo declarações de executivos da própria
companhia ao longo do ano.
O volume total de compras externas de derivados de petróleo
pelo Brasil somou aproximadamente 206,9 milhões de barris no
acumulado de 2017 até novembro, alta de 25 por cento ante o
mesmo período do ano passado, segundo dados da ANP publicados no
ano passado.
A ANP ainda não publicou dados de importações de dezembro.
No entanto, o montante de importações até novembro já é o maior
registrado em apenas um ano, em uma série histórica da ANP que
remonta até o ano 2000.
No caso de óleo diesel, as importações pelo Brasil no
acumulado de 2017 até novembro subiu 62,8 por cento, para
aproximadamente 73,58 milhões de barris, também o maior volume
já importado em um único ano desde pelo menos desde 2000.
Em entrevista à Reuters no ano passado, o gerente-executivo
de Marketing e Comercialização da Petrobras, Guilherme França,
explicou que a empresa havia tomado medidas para se tornar mais
competitiva.
Na ocasião, o executivo que está no comando da área que tem
realizado atualizações quase que diárias de preços de gasolina e
diesel vendidos às distribuidoras afirmou acreditar que até o
fim de janeiro ou fevereiro a Petrobras deve recuperar parte da
participação de mercado perdida no diesel, com a elevação da
produção do combustível fóssil nacional.
As importações de gasolina pelo Brasil também registraram
uma máxima em 2017, mas a queda no refino do combustível foi
menor que no diesel.
No ano passado, a produção de gasolina A (antes da adição de
etanol anidro) caiu 1,1 por cento no Brasil ante 2016, para
164,884 milhões de barris.
Já as compras externas de gasolina no acumulado dos 11 meses
até novembro cresceram 53,8 por cento ante o mesmo período de
2016, para 25,93 milhões de barris, também o maior volume já
importado desde pelo menos o ano 2000.
No mesmo cenário, as vendas de combustíveis no Brasil
subiram 0,6 por cento em 2017 até novembro, para 783,5 milhões
de barris.

(Por Marta Nogueira; edição de Luciano Costa)
(([email protected]; +55 21 2223 7104; Reuters
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